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Política

Lula pode sancionar projeto que restringe transparência nos salários de juízes

Texto que veio do Congresso Nacional aguarda sanção ou veto presidencial propõe alterações na Lei Geral de Proteção de Dados; entenda

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Foto: Divulgação/STF

Um projeto de lei enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva visa a classificar como crimes hediondos os homicídios e lesões corporais cometidos contra integrantes do Judiciário e do Ministério Público. Contudo, o projeto contém um “jabuti” – termo político que se refere a emendas estranhas ao tema principal – que pode levar à ocultação dos dados nos contracheques de juízes e procuradores.

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Esse artigo propõe alterações na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), de modo a sugerir que a divulgação de dados pessoais dessas autoridades deve sempre considerar o risco inerente ao desempenho de suas funções. A Casa Civil não se manifestou sobre a possibilidade de veto presidencial.

O Conselho Nacional do Ministério Público modificou, em 2023, uma resolução para incluir exigências de identificação, sob a alegação de motivos de segurança. Além disso, a instituição mantém grupos de trabalho focados em revisar normas de divulgação de salários.

O texto, aprovado na Câmara dos Deputados em 8 de abril, aguarda sanção presidencial. O deputado Rubens Júnior (PT-AM), relator na Câmara, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo, que não fez alterações no texto recebido do Senado. No Senado, o relator foi o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que não respondeu aos questionamentos do jornal sobre a restrição de acesso a informações públicas.

Críticas à medida, que aguarda decisão de Lula

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante assinatura do decreto da Lei Complementar Nº 212, de 13 de janeiro de 2025, em alusão à matéria sobre a propaganda do BNDES
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante assinatura de decreto de lei | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Bruno Bioni, especialista em proteção de dados e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), criticou a medida. Ele afirmou que o texto distorce a lógica de uma lei que deveria ser geral. Destacou, ainda, a importância da cooperação entre o Conselho Nacional de Justiça e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados para gerenciar incidentes de segurança no sistema de justiça.

Leia também: “As confissões de Barroso”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 265 da Revista Oeste

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Ubiratan Cazetta, em conversa com o Estadão, argumentou que a alteração na lei busca proteger dados pessoais para evitar exposição, sem afetar a divulgação de remunerações.

Cazetta defende que o interesse da sociedade é conhecer a folha de pagamento geral dos integrantes do Judiciário e do Ministério Público. E não necessariamente os detalhes individuais de remuneração mensal de cada juiz.

Leia mais: “Sieg Moraes”, artigo de Tiago Pavinatto publicado na Edição 264 da Revista Oeste

Em nota, a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) afirmou que a garantia da confidencialidade das informações atende à LGPD e à Constituição de 1988, que assegura a inviolabilidade da intimidade como direito fundamental. A associação também ressaltou que a medida visa a proteger a integridade física e a segurança dos juízes, frequentemente ameaçados.

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4 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    É o verdadeiro escarnio. Homologação da quadrilha.
    Total perda de vergonha na cara.
    Tão cag pro povo e limpando a b com a constituição.
    Eu me pergunto, como uma m de lei dessa passou no congresso e está na cocheira do burro falante ?
    Esse país é uma piada. Tem de ser reinventado. Resetado.
    Vão tirar a tampa do tonel de m.

  2. Tiago
    Tiago

    Qual é a chance do Luis Inácio perder a oportunidade de bajular uma entidade de classe rica e poderosa, como a dos juízes, aproveitando ainda a possibilidade de reduzir a transparência dos gastos públicos a fim de favorecer a referida categoria? Quem trabalha no judicário, ministério público, procuradorias e agora, mais recentemente, também a defensoria pública pertence a uma casta superior de humanos elevados e acima de qualquer suspeita. Merecem todo o dinheiro que quiserem, e cabe a nós, mortais, trabalhar para pagarmos os impostos sem reclamar ou pestanejar. E se o mortal achar ruim, vem a resposta padrão dos Execelentíssimos idiotas: “é só fazer o concurso público”, como se o problema fosse inveja, não o nojo da falta de ética e de moral.

  3. Bibliófilo

    No Brasuela de LULE é assim. Tudo por baixo do pano. Nada de transparência.

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