O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Johannesburgo, na África do Sul, para representar o Brasil na Cúpula do G20 — encontro que reúne as 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e da União Africana.

Lula chegou ao país nesta sexta-feira, 21, para uma edição considerada “atípica” do G20: a ausência dos Estados Unidos, já que o presidente Donald Trump decidiu não enviar delegação ao evento.
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A ausência norte-americana gera apreensão entre diplomatas brasileiros. Sem os EUA, há risco real de não haver uma declaração conjunta do G20 — documento tradicional que consolida posições sobre temas como mudanças climáticas, conflitos globais e tributação internacional. A África do Sul, anfitriã da cúpula, insiste na elaboração do texto, postura compartilhada “firmemente” pelo Itamaraty.
Tarifas dos EUA entram no radar das discussões

A diplomacia brasileira avalia que as recentes tarifas impostas por Washington a vários países, incluindo o Brasil, podem ganhar espaço nas conversas bilaterais e multilaterais.
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Na quinta-feira 20, Trump assinou uma ordem executiva que retira tarifas extras de 40% sobre diversos produtos agrícolas brasileiros, já a partir de novembro. Os impactos desse movimento devem aparecer tanto nas discussões formais quanto nas conversas paralelas entre líderes.
Agenda de Lula
Além da participação nas sessões plenárias, Lula terá reuniões bilaterais com os presidentes da Índia e da África do Sul neste domingo, 23. Em seguida, embarca para Moçambique, para um conjunto de agendas oficiais, incluindo um jantar com o chefe de Estado local e encontros com empresários moçambicanos.
A visita a Moçambique marca uma nova fase das relações bilaterais. Entre os acordos previstos para assinatura estão iniciativas nas áreas de saúde, educação e agricultura. Segundo o Itamaraty, o objetivo é aprofundar uma cooperação histórica entre os dois países e expandir a presença brasileira no continente africano.
A viagem de Lula à África reflete uma estratégia que o governo vem consolidando desde o início do mandato: reposicionar o Brasil internacionalmente e fortalecer parcerias com países em desenvolvimento, especialmente no eixo Sul–Sul.
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