O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou com naturalidade as recentes discussões sobre o contrato firmado entre o escritório do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o Banco Master.
Nesta quinta-feira, 5, em entrevista ao portal UOL, o petista destacou que empresas em situações delicadas costumam procurar juristas de destaque.
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“O Lewandowski é um dos maiores juristas que este país já produziu”, afirmou Lula. “E todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja em alguma dificuldade. Não tem problema nenhum, todo mundo trabalha para alguma empresa nesse país. Todo mundo.”
“Vamos a fundo nesse negócio [o escândalo do Banco Master]”, garantiu Lula. “Queremos saber por que o governo do Rio de Janeiro e do Estado do Amapá colocaram dinheiro do fundo dos trabalhadores nesse banco. Qual é a falcatrua que existe entre o Master e o BRB? Quem está envolvido?”
Lula comentou envolvimento do filho com fraudes no INSS
O presidente comentou ainda o envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, nas investigações sobre fraudes em benefícios do INSS.
“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei o meu filho aqui”, afirmou o petista. “Olhei no olho do meu filho e falei: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se não tiver, se defenda.”
Leia também: “O Banco Master chegou ao Planalto”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 307 da Revista Oeste
As investigações revelam que o filho do presidente Lula teria recebido repasses financeiros do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Em depoimento prestado à Polícia Federal (PF), Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS, afirmou que o lobista teria pago cerca de R$ 25 milhões e uma mesada de aproximadamente R$ 300 mil a Lulinha.
Outros assuntos
Na entrevista, Lula também abordou outros temas. Sobre a área de relações exteriores, declarou que o Brasil “nunca teve tanto respeito no mundo”. Ainda a respeito do cenário internacional, tentou se distanciar do ex-ditador Nicolás Maduro, que fora capturado em janeiro pelos Estados Unidos. De acordo com o petista, o interesse de seu governo é “fortalecer a democracia na Venezuela”, não apoiar diretamente o seu aliado de décadas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) também entrou na pauta. O presidente da República voltou a defender o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a disputa pelo cargo de governador de Minas Gerais nas eleições deste ano. O parlamentar foi preterido à vaga de ministro do STF, pois Lula decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias. Por fim, o chefe do Palácio do Planalto abriu a possibilidade de se discutir mandatos para integrantes do Supremo.








































Se os ministros não entrar protegendo, a defesa dele é iqual baton na cueca, não tem argumento que justifique.