Viagens oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram marcadas por três contratempos que envolveram aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) entre outubro de 2024 e esta semana. O episódio mais recente, registrado nesta quinta-feira, 2, ocorreu no Pará, quando uma falha no motor de um avião Casa, ainda em solo, obrigou a equipe presidencial a trocar de aeronave antes do voo para Breves, na Ilha do Marajó.
Segundo Lula, todos os ocupantes precisaram desembarcar devido ao risco de incêndio. “Ontem, ao embarcar para a Ilha do Marajó, teve um problema no motor do avião Casa, da FAB”, afirmou em entrevista à Rede Globo nesta sexta-feira, 3.
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“Tenho que agradecer a Deus, porque poderia ter acontecido quando eu estivesse no ar”, disse Lula na ocasião. “Ainda em terra, tivemos que descer do avião com medo de o avião pegar fogo. Aí fomos em um avião Brasília.”
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Outro incidente ocorreu em março, quando a aeronave presidencial precisou arremeter durante tentativa de pouso em Sorocaba, interior de São Paulo, por conta de ventos fortes. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o procedimento foi executado por segurança, sendo considerado padrão pela aviação. No mesmo voo estavam os ministros Fernando Haddad, da Fazenda, e Luiz Marinho, do Trabalho.
Em outubro de 2024, uma pane obrigou Lula e sua comitiva a ficarem quase cinco horas no avião presidencial em circulação sobre a Cidade do México para consumir combustível e garantir um pouso seguro no Aeroporto Internacional Felipe Ángeles. Depois do desembarque, o grupo trocou de aeronave para retornar a Brasília.

De 10 aviões da FAB disponíveis para o governo, apenas 3 funcionam
O incidente reacendeu o debate no governo sobre a necessidade de substituir o avião presidencial, mas a discussão foi adiada em razão das discussões sobre um ajuste fiscal. Os problemas refletem um cenário de restrições no Grupo de Transporte Especial (GTE), da FAB, que, até junho, tinha sete de seus dez aviões inoperantes devido ao baixo repasse de recursos, conforme levantamento do jornal O Globo.
O GTE é responsável pelo transporte de ministros e outras autoridades em missões oficiais. A situação dificulta a compra de combustível e compromete serviços de manutenção, além de afetar a alimentação e diárias dos militares.
As aeronaves usadas pelo presidente não integram essa frota, composta de aviões menores. A FAB informou, em nota, que as limitações orçamentárias impactam toda a operação da Força Aérea, incluindo despesas básicas como luz e água.








































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