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Política

Lula e Macron: o roto e o esfarrapado perdidos na noite em Paris

Os dois têm tudo a ver: afundaram os seus países em déficits governamentais crescentes, aumentando a dívida pública e a inflação aos consumidores

Lula e Janja posam ao lado de Emmanuel e Brigitte Macron, com a Torre Eiffel iluminada ao fundo nas cores da bandeira brasileira — símbolo do estreitamento de laços diplomáticos entre Brasil e França | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula e Janja posam ao lado de Emmanuel e Brigitte Macron, com a Torre Eiffel iluminada ao fundo nas cores da bandeira brasileira — símbolo do estreitamento de laços diplomáticos entre Brasil e França | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e Janja estão em Paris. Eles sempre terão Paris. Eles sempre terão Emmanuel e Brigitte Macron para lhes afagar o ego.

Franceses gostam de brasileiros desde que foram apresentados aos tupinambás, no século 16, quando ainda nutriam o sonho de estabelecer por aqui uma versão antártica do seu país.

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Para ter ideia dessa atração fatal dos franceses, o meu amigo Michel de Montaigne, no ensaio “Dos canibais”, comparou a sociedade tupinambá à sociedade europeia e concluiu que os autóctones brasileiros tinham uma organização superior, em matéria de justiça e de equilíbrio.

Montaigne escreveu os seus ensaios no alto da torre do seu castelo, na Dordogne, uma região francesa até hoje muito aprazível, que atrai pintores e escritores.

Eu adoraria escrever sobre os tupinambás no alto de uma torre de um castelo na Dordogne. Talvez enxergasse algo de inspirador neles. Mas tenho de me contentar com o nono andar de um prédio no paulistano Itaim Bibi e a perspectiva limitada fornecida pela geografia infeliz.

O encontro de Lula e Macron

A torre de Montaigne me veio à lembrança ao assistir ao videozinho em que Lula e Macron, acompanhados das respectivas, aparecem diante de outra torre, a Eiffel, iluminada em verde e amarelo.

Quando o governo francês organiza a visita oficial de um chefe de Estado, a Torre Eiffel veste as cores do país do visitante. Mas foi ato de simpatia extra no Ano do Brasil na França que os Macron levassem os Lula da Silva ao Trocadéro, depois do jantar no Palácio do Eliseu, para fazer selfie com La Dame de Fer ao fundo.

Sob os eflúvios do jantar palaciano — posso garantir que se comeu e se bebeu muito bem no Eliseu —, Lula disse o seguinte no videozinho: “Estamos aqui, meia-noite, na Torre Eiffel, Macron e eu, trabalhando para melhorar a França e o Brasil. Somos dois países irmãos e, juntos, seremos muito mais fortes.”

Paris ainda tem esta magia: a de emprestar aos visitantes um pouco da grandeza dos seus monumentos. Em Paris, dos nossos talentos aos nosso amores, tudo parece maior, mais excepcional, épico até. É claro que, se você já é megalomaníaco, o efeito da ilusão é decuplicado.

Credite-se também à magia parisiense o entusiasmo dos áulicos petistas que fizeram as suas próprias selfies com a Torre Eiffel em verde e amarelo. Eles repetiram, excitadíssimos, que, com Lula, o Brasil estava de volta e que o país havia recuperado o prestígio internacional.

Aqui do Itaim Bibi, longe da Dordogne e de Paris, a visão foi outra: a do roto homenageando o esfarrapado.

Macron é o presidente mais impopular da história recente da França. Hoje, saiu uma pesquisa no jornal Les Echos devastadora para ele. Mostra que a confiança dos franceses no seu presidente baixou para 24%, dois pontos a menos do que no mês passado.

Lula, por sua vez, é desaprovado por 57% dos brasileiros, segundo a última pesquisa Genial/Quaest. Além disso, 66% dos cidadãos não o querem candidato em 2026.

Macron e Lula têm tudo a ver: afundaram os seus países em déficits governamentais crescentes, aumentando a dívida pública e a inflação aos consumidores. Os dois são péssimos administradores e ótimos na arte de escorchar os pagadores de impostos.

A diferença é que Macron apanha até da mulher e os franceses colocarão o esfarrapado no ostracismo em 2027, ao passo que os tupinambás talvez acabem não devorando o roto. Tupinambás são uma gente cordial.

PS: no seu terceiro mandato, Lula já gastou mais de R$ 50 milhões em viagens internacionais, como publica hoje o jornalista Rafael Moraes Moura. A conta não inclui essa visita de Estado à França, nem a viagem a Pequim, no mês passado. O Brasil, de fato, voltou.

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7 comentários
  1. Antonio Saggese Netto
    Antonio Saggese Netto

    Xará, onde você estava nos últimos 2 anos? Chegou de Marte ontem? Veja a situação do Brasil: dívida pública, estatais dando muito prejuízo, nossa constituição sendo rasgada todo dia, e só para não ir mais muito longe, INSS aposentados sendo roubados……………….Melhor parar por aqui.

  2. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    ELEIÇÃO NÃO SE GANHA . SE TOMA …
    dr. VERBOSO em bravata a puxa sacos.

  3. Ricardo
    Ricardo

    Tupinambás não decidem eleição. Eleição no Brasil é decidida por quem manipula a apuração dos resultados através das malditas urnas eletrônicas.

  4. Celso Eveling Caetano
    Celso Eveling Caetano

    Antonio vc acredita em tudo que o ladrão descondenado fala, paciência, petista não tem nem os dois neurônios para raciocinar e ver que lula está caducando já e afundando o país.

  5. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    Cem bilhões?!?! Está delirando?!?! Como todo esquerdopata tem preguiça de lar para se inteirar do que é verdade!!! Se o Brasil está tão bem qual a razão desse reforço de caixa; as empresas francesas estão em dificuldade; sem a ajuda da Alemanha, a França não sobrevive. Em 2027, caso não renuncie antes, Macron será banido pelas urnas. Terá mais tempo para trocar as fraldas da “véia”.

  6. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    A França está quebrada; é um caldeirão prestes a explodir, devido aos conflitos raciais; Macron não governa; o povo francês o rejeitou maciçamente nas últimas eleições parlamentares; virou um vassalo do novo chanceler alemão; a França foi superada pela Itália em produção industrial; lembremos que esse “cuidador de anciã”, foi expulso dos países africanos, de onde tirava todos os recursos minerais e pagava preço de banana, pelos mesmos; é o único que veta, na Europa, o acordo Mercosul/União Europeia, que beneficiaria o Brasil. Quanto à foto, faz alusão, talvez, ao cinema mudo; o casal, aqui dos trópicos, não fala uma palavra em francês.

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