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Política

Lula diz que a 'intolerância' voltou a ganhar força e prega 'ordem mundial' da paz

Presidente participou de cúpula entre a Celac e a União Europeia

Petrobras volta a ser usada politicamente por Lula para bancar projetos caros e ineficientes, repetindo erros do passado | Foto: Reprodução

Neste domingo, 9, o presidente Lula disse que “a intolerância voltou a ganhar força”. Por isso, o petista defendeu a construção de uma “ordem mundial baseada na paz”. Conforme ele, esse modelo se baseia no multilateralismo e na multipolaridade”.

O discurso ocorreu durante a 4ª Cúpula Celac–União Europeia, que reúne líderes da América Latina, do Caribe e do bloco europeu, em Santa Maria, na Colômbia.

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Lula disse que a região vive uma “profunda crise de integração” e criticou o que chamou de “projetos pessoais de apego ao poder que solapam a democracia”.

“Voltamos a ser uma região balcanizada e dividida, mais voltada para fora do que para si própria”, declarou. De acordo com ele, “a intolerância vem impedindo que diferentes pontos de vista se sentem à mesma mesa”. Apesar de defender o diálogo e a cooperação, o petista é aliado de regimes autoritários como os de Nicolás Maduro, na Venezuela, e Miguel Díaz-Canel, em Cuba — governos que censuram a imprensa, perseguem opositores e mantêm presos políticos.

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Lula fala sobre o crime organizado

Rio de Janeiro, durante operação contra o Comando Vermelho, em 28/10/2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Rio de Janeiro, durante operação contra o Comando Vermelho, em 28/10/2025 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Ao tratar da segurança pública, Lula disse que “democracias não combatem o crime violando o direito internacional” e que é preciso “reprimir o crime organizado e suas lideranças”.

A fala ocorre poucos dias depois de o governo petista se posicionar contra a proposta de classificar facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas.

O presidente ainda exaltou a futura realização da COP30, em Belém (PA), e apresentou o “Fundo de Florestas Tropicais para Sempre”, projeto que, segundo ele, “prova que as florestas valem mais em pé do que derrubadas”.

O petista também disse esperar a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, travado há anos, e defendeu “um comércio internacional baseado em regras”.

Ao final, Lula afirmou que as reuniões internacionais “não podem se tornar rituais vazios” e pediu que América Latina, Caribe e Europa se comprometam com uma “agenda de paz, cooperação, ampliação do comércio e crescimento sustentável”.

“Democracias não combatem o crime violando o direito internacional”, afirmou Lula.
“Projetos pessoais de apego ao poder solapam a democracia”, acrescentou.

Leia também: “Insegurança nacional”, reportagem publicada na Edição 295 da Revista Oeste

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