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Política

Lula distorce dados ao comparar reforma agrária entre governos

Apesar de medidas anunciadas pelo petista, resultados oficiais revelam redução nas desapropriações de terras nos últimos anos

lula
Brasília (DF), 23/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de assinatura do decreto que dispõe sobre o reconhecimento, a valorização e a promoção da cultura gospel como manifestação cultural nacional. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O debate sobre a reforma agrária voltou ao centro das atenções depois de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu de maneira distorcida os resultados do Partido dos Trabalhadores (PT) em medidas desse tema.

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Na quinta-feira 2, Lula afirmou que seu partido lidera a política de assentamentos no país. “Quero saber quem mais assentou quilombola do que o governo do PT”, disse. “Quero saber quem colocou mais terras disponíveis em reforma agrária do que o PT.”

Apesar disso, dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), obtidos via Lei de Acesso à Informação pela organização Fiquem Sabendo, mostram queda nas desapropriações de terras ao longo das décadas, inclusive nos mandatos petistas. Nos dois primeiros anos do terceiro mandato de Lula, o governo federal não desapropriou nenhum hectare.

Comparativo histórico das desapropriações

O maior volume de desapropriações ocorreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2002, quando foram desapropriados 10.278.208 hectares. Já os governos do PT somaram 4.724.681 hectares no período, considerando até 2016, pois os dados não distinguem o final do mandato de Dilma Rousseff do início do governo Michel Temer.

Desde o segundo mandato de FHC (1999-2002), houve redução progressiva nas desapropriações: de 7.289.849 hectares até chegar a zero durante o governo Jair Bolsonaro. O processo de retomada das ações ocorreu em 2025, com a desapropriação de 13.308 hectares.

Novas estratégias e prioridades do governo Lula

Fachada do Palácio do Planalto em Brasília, sede do Poder Executivo Federal, com espelho d’água e arquitetura moderna.
Fachada do Palácio do Planalto em Brasília, sede do Poder Executivo Federal | Foto: Divulgação

No atual mandato, o governo Lula passou a utilizar outras estratégias para obtenção de terras, como compra, doação e regularização fundiária. De 2023 a 2026, 577,6 mil hectares foram obtidos por esses meios, sendo a maioria por compra, enquanto desapropriações tiveram participação menor.

O governo federal também alterou a forma de divulgar resultados, com prioridade à quantidade de famílias beneficiadas por diferentes políticas fundiárias. Em janeiro de 2026, Lula anunciou um pacote de R$ 2,7 bilhões para o setor, com a aquisição de fazendas em seis Estados, além de incentivos a crédito, moradia e produção em assentamentos.

Leia também: “É que ninguém mais aguenta Lula”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 316 da Revista Oeste

O pacote inclui a regularização de 32,3 mil hectares e a criação de novos assentamentos no programa Terra da Gente. O então ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, destacou que 2026 deve marcar a “maior entrega” de políticas de reforma agrária deste mandato, com mais assentamentos e desapropriações.

1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    COMO NO FILME ” O DIA DA MARMOTA” LULA VIVE UM DIA SE REPETINDO EM LOOPING….VIVE UMA MENTIRA EM SEQUÊNCIA INFINITA !
    MENTE , MENTE ATÉ QUE ELE PRÓPRIO ACREDITA NO QUE DIZ….
    ESSE SER INOMINÁVEL ACREDITA QUE TODOS SOMOS ESTÚPIDOS… ACORDA NEM OS SEUS VASSALOS TE RESPEITAM MAIS !

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