O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tomou a principal decisão sobre a reforma ministerial ligada às eleições de 2026. No Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco vai assumir o comando da pasta com a saída de Marina Silva para cumprir o prazo legal de desincompatibilização. A informação é do jornal O Globo.
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A definição ocorre em meio ao avanço das articulações eleitorais no governo federal. Cerca de 20 ministros avaliam candidaturas para a Câmara dos Deputados, o Senado ou governos estaduais. Alguns já tornaram os planos públicos. Outros mantêm conversas reservadas no Planalto.
A legislação eleitoral exige que ministros deixem os cargos seis meses antes do pleito quando pretendem disputar mandato. O prazo acelera decisões e pressiona o presidente a reorganizar o primeiro escalão.
Senado concentra disputa estratégica
O Planalto mira o fortalecimento de aliados na disputa pelo Senado. A avaliação interna aponta risco de avanço de grupos ligados ao bolsonarismo, o que ampliaria influência sobre processos de impeachment e indicações ao Supremo Tribunal Federal.
Gleisi Hoffmann comunicou que pretende concorrer a uma vaga pelo Paraná. A saída dela exigiu negociação com o Congresso, onde exerce papel central na articulação política. Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, e André Fufuca, dos Esportes, também aparecem como possíveis candidatos à Casa Alta.
Na Câmara, parte dos ministros avalia disputar mandato. Anielle Franco deve buscar uma vaga pelo PT no Rio de Janeiro. Sônia Guajajara anunciou tentativa de reeleição como deputada federal. Renan Filho surge como nome para o governo de Alagoas.
No campo das definições negativas, Fernando Haddad informou que não entrará na disputa pelo governo de São Paulo. Diante disso, Lula passou a analisar a possibilidade de lançar Simone Tebet no estado.
Há ministros que já indicaram permanência no governo durante o ano eleitoral. Guilherme Boulos e Luiz Marinho seguem nessa lista, segundo interlocutores do Planalto.
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