Durante um evento realizado em Salvador nesta sexta-feira, 23, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a proposta de Donald Trump, presidente norte-americano, de criar o Conselho de Paz.
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O petista, alinhado globalmente com ditadoras e autocracias de esquerda, como China e Rússia, criticou a proposta de Trump. Lula foi convidado pelo norte-americano a fazer parte do conselho, mas ainda não deu uma resposta ao presidente dos EUA. Até agora, 23 países aceitaram o convite dos EUA (veja lista abaixo).
No evento na Bahia, Lula disse que sua preocupação é uma eventual sobreposição das Nações Unidas pelo conselho de Trump. “Está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada, e em vez de corrigir a ONU, com a entrada de novos países, o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova, em que ele sozinho é o dono”.
Conversas de Lula sobre o Conselho da Paz de Trump
Lula também disse que conversou sobre o tema com outros chefes de Estado para tentar preservar o multilateralismo, que, de acordo com ele, seria afrontado pelo Conselho da Paz. “Já falei com muitos outros presidentes tentando ver se é possível a gente encontrar uma forma de se reunir e não permitir que o multilateralismo seja jogado ao chão ou que predomine a força da arma, da intolerância de qualquer país do mundo”.
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Depois de receber o convite para integrar o Conselho na sexta-feira 16, Lula conversou por telefone com líderes como Xi Jinping, ditador da China; Narendra Modi, presidente da Índia; Recep Tayyip Erdogan, da Turquia; e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, discutindo a busca pela paz, especialmente na Faixa de Gaza.

Em entrevista a O Globo, o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que o Brasil não deve integrar o Conselho da Paz sugerido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a iniciativa contorna a Organização das Nações Unidas (ONU) e sinaliza uma mudança unilateral na governança global.
Para Amorim, qualquer mecanismo voltado à resolução de conflitos precisa nascer de deliberação formal no âmbito da ONU. Ele afirmou que o texto enviado aos países mistura conceitos e não define limites claros de atuação, o que gera incerteza institucional.
Países que aceitaram, rejeitaram e não responderam a convite de Trump
Países que aceitaram
- Armênia
- Arábia Saudita
- Argentina
- Azerbaijão
- Bahrein
- Belarus
- Bulgária
- Catar
- Cazaquistão
- Egito
- Emirados Árabes Unidos
- Hungria
- Indonésia
- Israel
- Jordânia
- Kosovo
- Marrocos
- Mongólia
- Paquistão
- Paraguai
- Turquia
- Uzbequistão
- Vietnã
Países que recusaram
- França
- Noruega
- Eslovênia
- Suécia
- Espanha
- Alemanha
Países que estão analisando
- Brasil
- Reino Unido
- China
- Croácia
- Itália
- Rússia
- Singapura
- Ucrânia






































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