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Política

Lula comemora inflação abaixo de 5%, mas queda decorre do arroxo do Banco Central

A autoridade monetária manteve a taxa básica de juros em patamar elevado ao longo do período justamente para neutralizar os efeitos inflacionários do aumento de gastos públicos

lula
Brasília (DF), 23/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de assinatura do decreto que dispõe sobre o reconhecimento, a valorização e a promoção da cultura gospel como manifestação cultural nacional. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois da divulgação dos números da inflação de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais nesta sexta-feira, 9, para celebrar o resultado do IPCA, que encerrou o ano em 4,26%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trata-se do menor índice desde 2018 e um resultado formalmente dentro da meta.

Lula afirmou que previsões do mercado teriam sido “pessimistas”. “Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta”, escreveu o presidente. “Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados: encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta estabelecida para nossa economia.”

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Apesar do regozijo presidencial, a desaceleração da inflação não decorre de uma política fiscal austera do governo Lula

Apesar do regozijo presidencial, economistas apontam que a desaceleração da inflação não decorre de uma política fiscal austera do governo, mas do arroxo monetário imposto pelo Banco Central do Brasil. A autoridade monetária manteve a taxa básica de juros em patamar elevado ao longo do período justamente para neutralizar os efeitos inflacionários do aumento de gastos públicos, da expansão de despesas obrigatórias e das sinalizações fiscais consideradas pouco críveis.

Na prática, o custo do combate à inflação foi transferido para o setor produtivo e para o crédito, com juros altos por mais tempo, uma decisão técnica do BC para preservar a ancoragem das expectativas.

Leia também: “Raio-X de um governo taxador”, artigo de Anderson Scardoelli na Edição 275 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Celso Ricardo Kfouri Caetano
    Celso Ricardo Kfouri Caetano

    Tem a cara de pau de comemorar índices duvidosos de um instituto que perdeu a credibilidade da população dentre as demais instituições que se encontram no mesmo caminho, vergonha. Não é preciso ser especialista ou qualquer outro ista para saber que a inflação está nas esferas. È só ir ao mercado, farmácia ou utilizar qualquer outro serviço para sentir no bolso sem contar aluguel, despesas médicas (quando se pode pagar) etc etc VERGONHA NACIONAL e o duro mesmo é ver que a grande maioria aceita tais informações passivamente……….

  2. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Hahahahahah! Mas é um asno mesmo! Não perdeu só o dedo, não – o caráter também.

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