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Política

Lula aumenta gastos com publicidade do BNDES em mais de 200%, em comparação a Bolsonaro

Nos 2 primeiros anos da gestão petista, média anual ficou em R$ 63,2 milhões; a taxa dos 4 anos do liberal foi de R$ 20,2 milhões por ano

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante assinatura do decreto da Lei Complementar Nº 212, de 13 de janeiro de 2025, em alusão à matéria sobre a propaganda do BNDES
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante assinatura do decreto da Lei Complementar Nº 212, de 13 de janeiro de 2025 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Nos dois primeiros anos da administração de Luiz Inácio Lula da Silva, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou seus gastos anuais com publicidade para uma média de R$ 63,2 milhões. O levantamento é do site Poder360.

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O valor representa um crescimento de 214% em relação aos R$ 20,2 milhões anuais destinados durante os 4 anos do governo de Jair Bolsonaro.

Os dados englobam campanhas idealizadas por ministérios, pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e por empresas estatais, como o Banco do Brasil, a Caixa e o próprio BNDES.

Indagado sobre o aumento, o BNDES declarou que os investimentos fazem parte de uma estratégia de “retomada do protagonismo como instituição de promoção do desenvolvimento econômico e social do país”.

Leia mais: “Os Correios começam a dar calote”, coluna de Carlo Cauti publicado na Edição 265 da Revista Oeste

Além disso, o banco busca fortalecer sua marca, ampliar sua atuação comercial e divulgar linhas de crédito e condições de financiamento.

O papel do BNDES e da Secom

Esse valor dado pelo BNDES representa a maior bonificação média entre as empresas públicas | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Esse valor dado pelo BNDES representa a maior bonificação média entre as empresas públicas | Foto: Reprodução/Agência Brasil

O BNDES é atualmente liderado por Aloizio Mercadante. Aliado de Lula, ele coordenou o plano de governo do petista e liderou os trabalhos técnicos do governo de transição.

A Secom afirmou que não interfere nas execuções de publicidade de outros ministérios e estatais, e que suas ações estão ligadas à missão institucional de divulgar políticas do Poder Executivo Federal e estimular a participação da sociedade na formulação de políticas públicas.

Em termos de gastos totais com publicidade, o governo Lula investiu R$ 4,1 bilhões nos últimos 2 anos. A média anual ficou em R$ 2,05 bilhões. Durante o mesmo período, Bolsonaro teve um gasto anual médio de cerca de R$ 1,8 bilhão.

Leia também: “A hora é agora”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 265 da Revista Oeste

Os bancos públicos, como o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal, também contribuíram para o aumento nos gastos. Apesar disso, o BB manteve seu nível de despesas próximo ao da gestão anterior, enquanto a Caixa registrou um crescimento de 18%.

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