publicidade
Política

Lula ameaça romper acordo com Paraguai sobre energia de Itaipu

O presidente brasileiro se recusa a pagar mais alto pelo que o país vizinho não consome

lula paraguai itaipu | Segundo o acordo, os dois países podem adquirir o que não for utilizado pelo outro parceiro comercial | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente paraguaio, Santiago Peña, e Lula se cumprimentam depois de reunião; segundo o acordo referente à Usina de Itaipu, os dois países podem adquirir o que não for utilizado pelo outro parceiro comercial | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaçou interromper o acordo com o Paraguai. O acerto em vigor obriga o Brasil a comprar a energia elétrica de Itaipu que o país vizinho não consome — os dois compartilham a usina hidrelétrica.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o Tratado de Itaipu estabeleceu que cada país tem direito a 50% da energia que a Usina Hidrelétrica de Itaipu produz.

Receba nossas atualizações

Leia também: “Lula recebe o presidente do Paraguai

Segundo o acordo, os dois países podem adquirir o que não for utilizado pelo outro parceiro comercial. Contudo, os paraguaios nunca atingiram essa cota. O país consome, ainda hoje, cerca de 17% do total. 

O Brasil assinou o tratado em abril de 1973, quando assumiu o compromisso de comprar a energia excedente do Paraguai. Logo, ao se levar em conta o acordo e o valor real de consumo do Paraguai, o governo brasileiro teria de comprar cerca de 33% da energia que excedeu. 

Leia também: “Lula constrange ministros depois de reunião com presidente do Paraguai”

A ameaça do presidente brasileiro começou em meio ao embate entre os dois sócios da Itaipu Binacional pelo valor dessa tarifa. O compromisso firmado na época não está no corpo do acordo, mas em um documento anexo. Este é passível de revisão, segundo o governo brasileiro. 

As autoridades brasileiras estudam informar ao Paraguai o rompimento do acordo. Nesse caso, o país vizinho poderá recorrer a uma corte internacional.

Ação do governo Lula contra o Paraguai pode prejudicar economia do país vizinho

Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, entre o Brasil e o Paraguai | Foto: Divulgação/Itaipu Binacional
Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai | Foto: Divulgação/Itaipu Binacional

A rescisão deste acordo comercial não possui precedentes na relação entre os dois países. O rompimento afetaria a diplomacia entre os atuais parceiros, além da economia paraguaia.

Leia mais: “Itaipu vai destinar R$ 100 milhões para publicidade”

Em 2022, os paraguaios consumiram 17% da energia gerada pela usina. O Brasil comprou os 33% restantes da cota paraguaia por cerca de US$ 1 bilhão. Ainda em 2022, pagou outros US$ 218 milhões ao Paraguai para aquisição da energia que restou. 

Indefinição dos valores gera falta de pagamento dos funcionários

As autoridades brasileiras argumentam que a tarifa deve permanecer mais baixa depois do fim do pagamento da dívida pela construção da usina, o que ocorreu no fim de 2023.

O governo defende manter o patamar de US$ 16,71 por kW. Já o Paraguai pede cerca de US$ 22 por kW. Cada dólar representa um adicional de mais US$ 136 milhões à estatal, a se partilhar entre os dois países.

Leia também: Estadão: ‘Militantes em Itaipu’”

Como de costume, as diretorias do lado brasileiro e do lado paraguaio em Itaipu celebram um instrumento chamado de procedimento provisório, que evita a paralisação das atividades enquanto o preço da energia não ganha definição.

Desta vez, os sócios paraguaios se recusaram a avalizar o procedimento. Com isso, fornecedores e funcionários ficaram sem receber o pagamento, incluindo férias e parcela do 13º do salário. A Justiça do Trabalho ordenou o pagamento.

+ Leia mais notícias da Política em Oeste

5 comentários
  1. Ed Camargo
    Ed Camargo

    essa notícia me surpreende, pois estava pensando que o Ladrão por razões ideológicas estaria tomando a mesma atitude que tomou quando o índio Boliviano Evo Morales, nacionalizou uma usina de gás construida pela petrobras em solo Boliviano, depois de tudo pronto ele disse: “Vaza que a usina é nossa”. O Luladrão nem perguntou: Tá me tirando? em vez de agir com destreza e procurar proteger nosso investimento, ele simplesmente, abaixou as calças e colocou as mãos nos joelhos.

  2. Adriana de Oliveira Zandona
    Adriana de Oliveira Zandona

    O que entende esse ex-presidiário de Usina Hidroelétrica ? Ele só entende de gastar mais do que arrecada e prestigiar seus amigos ditadores que devem ao BNDES do Brasil BILHÕES, mas não pagam a dívida e fica por isso mesmo. Ele deve ter aprendido com seus ditadores amigos e não quer pagar a conta ao Paraguai. Diplomacia…nem pensar. Ele sabe tudo de Economia e junto com o poste Haddad vai levar o país ao fundo do poço

  3. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    E muito simples. A Argentina deverá crescer muito com a administração do Millei, então é só oferecer o excedente de energia para a Argentina. Simples assim. E dê uma banana para esse cachaceiro e a gente se fode todos juntos.

    1. Christian
      Christian

      Pensei nisso e mais: É só o Paraguai oferecer a empresas estrangeiras para investir em seu território garantindo-lhes a Energia elétrica e diminuindo os impostos.
      O Paraguay se desenvolve, usa a energia que lhe cabe e ainda manda uma Banana para o Molusco pilantra.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade