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Política

Lula age nos bastidores para emplacar Edinho no comando do PT

Candidato da corrente majoritária, ex-ministro enfrenta concorrência interna e resistência de nomes históricos do partido

Lula-Edinho
O movimento ocorre a três meses da eleição interna da legenda, marcada para julho | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Integrantes do Palácio do Planalto têm atuado diretamente para garantir apoio à candidatura de Edinho Silva à presidência nacional do Partido dos Trabalhadores.

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Em telefonemas a deputados e líderes da sigla, assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm reforçado que o ex-ministro conta com o aval pessoal do chefe do Executivo para comandar o partido.

O movimento ocorre a três meses da eleição interna da legenda, marcada para julho. O gesto do Planalto já surtiu efeito. Como resultado, um dos parlamentares que inicialmente apoiaria o deputado federal Rui Falcão (PT-SP) decidiu recuar depois de receber ligação de auxiliares do presidente.

Edinho, que já foi prefeito de Araraquara, em São Paulo, e ministro da Secretaria de Comunicação Social, disputa pela corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária dentro do PT. No entanto, apesar da força da tendência, ele enfrenta obstáculos para unificar a base petista.

Resistência interna desafia articulação de Lula

Além do deputado Rui Falcão, histórico dirigente da legenda, outros três nomes já se colocaram oficialmente na disputa: Romênio Pereira, Valter Pomar e Washington Quaquá. Nesse sentido, as candidaturas expõem fissuras internas e diferentes visões sobre os rumos do partido.

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Lideranças da CNB avaliam que a interferência direta de Lula visa a evitar um racha em ano pré-eleitoral e garantir que a presidência do partido esteja alinhada com o Planalto. A disputa, contudo, mostra que parte da militância resiste à condução centralizada da legenda.

A vitória de Edinho depende da capacidade de costurar alianças internas e vencer a resistência de quadros históricos. Para Lula, ter um aliado fiel no comando do partido pode ser essencial na preparação para as eleições de 2026 — visando a consolidar sua base política no Congresso.

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