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Política

Lira critica tratamento a Bolsonaro e fala em ‘exagero’ da Justiça

Ex-presidente da Câmara, deputado do PP diz que medidas contra ex-presidente acirram polarização e ameaçam estabilidade do país

O deputado federal Arthur Lira (PP/AL), é o relator do projeto de lei que trata de mudanças no IR | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O deputado federal Arthur Lira (PP/AL), é o relator do projeto de lei que trata de mudanças no IR | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O deputado Arthur Lira (PP‑AL) afirmou nesta terça-feira, 5, que o Brasil precisa tratar melhor seus ex-presidentes e classificou como “exageradas” as medidas judiciais impostas a Jair Bolsonaro (PL). O líder liberal está em prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O Brasil precisa tratar melhor seus ex-presidentes. Tenho dito e defendido isso há muito tempo. As medidas aplicadas a Jair Bolsonaro são exageradas e acirram os ânimos em um país já polarizado que, na verdade, precisa de paz e estabilidade para progredir”, escreveu Lira, em sua conta oficial no Twitter/X.

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Lira destaca a insegurança jurídica

Na mesma publicação, o ex-presidente da Câmara chamou a atenção principalmente para os impactos da insegurança política sobre a economia. “Quando o ambiente é de insegurança jurídica e instabilidade política, a economia sofre. Quem paga essa conta é o povo. Quem perde é o Brasil”.

As declarações ocorrem em meio ao agravamento da situação judicial de Bolsonaro, que foi preso preventivamente por obstrução de justiça no inquérito que apura a suposta tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. Desde a decisão do STF, aliados do ex-presidente intensificaram críticas ao Judiciário.

Leia também: “O tirano do Brasil”, reportagem publicada na Edição 280 da Revista Oeste

Parlamentares da oposição reforçaram assim o coro de críticas. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG) disse que o Supremo “age como partido político” e que Bolsonaro é alvo de perseguição. Já o senador Rogério Marinho (PL‑RN) afirmou do mesmo modo que há “excesso de poder e falta de equilíbrio institucional”.

Por outro lado, congressistas governistas defenderam a atuação do STF. A deputada Jandira Feghali (PCdoB‑RJ) classificou como “alarmantes” as tentativas de deslegitimar decisões judiciais. “Ninguém está acima da lei. Bolsonaro responde por crimes graves contra a democracia”.

Aliado do centrão, Arthur Lira vinha adotando postura mais discreta desde o fim de seu mandato como presidente da Câmara, mas tem reiterado a necessidade de pacificação institucional. A defesa pública do ex-presidente indica que Lira busca manter influência no debate político e também entre os eleitores conservadores de Alagoas, onde prepara sua candidatura ao Senado em 2026.

Embora Lira não tenha mencionado diretamente a decisão de Moraes, seu posicionamento ecoa entre setores do Congresso que cobram limites à atuação do STF e pedem a retomada do equilíbrio entre os Poderes.

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