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Política

Kataguiri apresenta projeto que proíbe greves estudantis

Discentes grevistas podem ser expulsos da instituição de ensino

Kim Kataguiri
Kim Kataguiri durante sessão na Câmara dos Deputados | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) apresentou na última terça-feira, 11, um projeto de lei para estabelecer sanções disciplinares e administrativas a estudantes envolvidos em ações que obstruam ou impeçam o regular funcionamento das instituições de ensino, como greves.

A proposta altera a lei que regula benefícios estudantis e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. De acordo com o projeto, considera-se obstrução ou impedimento qualquer ato que impeça, dificulte ou perturbe a realização de atividades acadêmicas ou administrativas.

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Também será considerada obstrução o bloqueio total ou parcial do acesso a salas de aula, laboratórios, bibliotecas e áreas administrativas. O projeto ainda prevê punição a quem causar danos materiais ou imateriais à instituição, seus docentes, funcionários ou estudantes.

Constranger ou intimidar alunos, professores ou membros da comunidade acadêmica para que adiram à greve também é coibido pelo projeto. Por fim, o texto veda que seja usada violência, ameaça ou outros meios ilícitos para atingir os objetivos mencionados.

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O projeto prevê sanções graduadas conforme a gravidade da infração: advertência por escrito em casos de infração leve; suspensão das atividades acadêmicas por um período de 30 a 180 dias para infrações moderadas; e desligamento da instituição de ensino em casos graves ou de reincidência.

Além disso, o estudante envolvido em tais atos perderá o direito a programas de permanência estudantil, como bolsas e auxílios, por um período mínimo de 30 dias, que podem chegar a 36 meses em casos de reincidência. Aqueles já beneficiados terão os pagamentos suspensos. Em casos graves, essa suspensão pode durar até três anos.

Kataguiri recorda invasões de universidades

Kataguiri argumenta que a medida é necessária para proteger o direito à educação e evitar que a ação de grupos minoritários prejudique a coletividade. Ele cita como exemplo as ocupações de escolas em 2016, que impediram milhares de estudantes de assistir às aulas em todo o país.

“A liberdade de expressão não pode ser confundida com atos de vandalismo, intimidação ou obstrução do ensino”, defende Kataguiri. O deputado ressalta que a proposta busca equilibrar o direito à manifestação com a necessidade de preservar o ambiente educacional.

Além disso, a proposta modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para tornar obrigatória a frequência de alunos e professores e proibir a adesão a atos que impeçam o funcionamento regular das instituições de ensino.

Leia também: “Falência da educação”, reportagem de Uiliam Grizafis publicada na Edição 246 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Leo Saraiva
    Leo Saraiva

    🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣 proibir manifestações de alunos 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣 vindo de um cara que fez manifestação e provocação pra se promover🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

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