O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados informou, nesta segunda-feira, 11, que deixou de representar o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no caso referente ao Banco Master. Em nota enviada à imprensa, o advogado Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, afirmou que a decisão foi tomada de forma consensual entre as partes.
“Em comum acordo, o escritório não representa mais o senador Ciro Nogueira no caso Master”, declarou o criminalista, que é ex-advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e membro do grupo Prerrogativas. O comunicado não detalha os motivos do encerramento da atuação jurídica nem informa quem assumirá a defesa do parlamentar no processo.
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Até então responsável pela defesa do presidente nacional do Progressistas, Kakay vinha rebatendo as suspeitas levantadas pela investigação da Polícia Federal. Em nota divulgada na última quarta-feira, 7, os advogados afirmaram que não existiam indícios de participação do senador em atividades ilícitas.

“A defesa do senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”, dizia o texto. Os advogados também sustentavam que o parlamentar estava disposto a colaborar com as autoridades.
Segundo a nota, o senador manteria “comprometimento em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”.
Kakay negou pagamento de propina a Ciro Nogueira por Vorcaro
Em entrevistas concedidas nos últimos dias, Kakay negou que Daniel Vorcaro tenha realizado pagamentos periódicos ao senador. À emissora CNN, o criminalista afirmou que “esse dinheiro não chegou na conta do Ciro” e declarou: “Garanto, em nome de Ciro Nogueira, que não houve mesada”.

O advogado também argumentou que o compartilhamento de documentos para discussão de propostas legislativas é prática comum no Congresso e não representa irregularidade. De acordo com ele, a chamada “Emenda Master” foi apresentada pelo senador por considerar que a medida poderia beneficiar clientes de bancos médios e pequenos.
Outro ponto questionado pela investigação envolve repasses feitos por empresas ligadas ao Banco Master a uma companhia familiar no Piauí. Kakay afirmou que o negócio é administrado por Neto Nogueira, irmão do senador, e negou participação direta de Ciro na gestão da empresa.
Ciro Nogueira é alvo da Operação Compliance Zero
O senador tornou-se alvo de busca e apreensão no âmbito da quinta fase da Operação Compliance Zero. A decisão foi assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A investigação aponta suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras que envolvem o parlamentar, o ex-banqueiro e empresas relacionadas ao Banco Master. Entre os focos da apuração está a “Emenda Master”, proposta apresentada por Ciro no Senado que poderia ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito e beneficiar diretamente a instituição financeira.
Investigadores também apuram vantagens indevidas atribuídas ao senador, como viagens, imóveis, pagamentos mensais e despesas custeadas por empresários ligados ao banco.
Kakay Kaiu…muda o nome para Kaikai…
Kkkkk…se até ele não quer defender o Ciro Sujeira, é pq a coisa tá feia mesmo.