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Política

Justiça suspende leilão do governo Lula para importar arroz

O juiz federal substituto Bruno Risch Fagundes de Oliveira acatou pedido do Partido Novo contra a iniciativa

Imagem meramente ilustrativa de uma colher de pau com arroz; grão que é tema de artigo sobre intervencionismo estatal
Leilão estava programado para esta quinta-feira, 5 | Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa Arroz e Feijão

A Justiça Federal da 4ª Região acatou o pedido do Partido Novo e suspendeu o leilão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estava previsto para importar 300 mil toneladas de arroz. A liminar foi concedida pelo juiz federal substituto Bruno Risch Fagundes de Oliveira. Assim, impediu a realização do evento inicialmente programado para esta quinta-feira, 6.

Fagundes de Oliveira ressaltou que a urgência do caso se deve ao agendamento iminente do leilão. Ele destacou que, apesar das enchentes no Rio Grande do Sul, não há sinais concretos de desabastecimento que justifiquem a importação do cereal. O Estado gaúcho é o maior produtor de arroz do país. Apesar da tragédia, a Conab estima que, no ano, o Brasil vai encerrar a safra com mais de 7 milhões de toneladas do alimento — maior do que 2023.

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“Não há indicativo de perigo concreto de desabastecimento de arroz no mercado interno ocasionado pelas enchentes no Rio Grande do Sul”, avaliou o juiz federal substituto. “Mas apenas um apontamento de dificuldade temporária no escoamento da produção local.”

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Além disso, o magistrado apontou que as justificativas para o leilão, baseadas em portarias e medidas provisórias emitidas devido ao estado de calamidade, não são suficientes para justificar a ação.

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Impactos econômicos do leilão e cenário da produção de arroz

O arroz é um dos alimentos mais consumidos no planeta | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
O arroz é um dos alimentos mais consumidos no planeta | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O juiz também destacou que a produção de arroz vem diminuindo ao longo dos anos no país. De acordo com ele, a situação econômica, incluindo dados de inflação de abril, não valida a necessidade de importação emergencial.

Ao conceder a liminar contra a realização do leilão pela Conab, Fagundes de Oliveira enfatizou que o evento ocorreria de forma apressada. Conforme afirmou, tal ação se daria sem uma avaliação adequada da situação e outras soluções possíveis.

A liminar suspende temporariamente o leilão. Dessa forma, a Justiça dá tempo para uma avaliação mais detalhada das necessidades de importação de arroz pelo governo federal frente à produção nacional e às condições de mercado.

Leia também: “Um, dois, feijão sem arroz”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 214 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Thales Augusto
    Thales Augusto

    Compra às pressas de arroz sem necessidade usando catástrofe como pretexto , assim como as compras de respiradores devido à pandemia, que por sinal, muitos nem entregues foram. Fica claro o modus operandi dessa quadrilha nefasta, que vê nas tragédias maneiras de desviar dinheiro público. Se o PT está envolvido no negócio, tem rolo, sem excessão.

  2. Herbert Gomes Barca
    Herbert Gomes Barca

    meu Deus aja paciência pra isso !

    esse desgoverno petista não tem nenhum compromisso com a coisa certa !

    só pensa em roubar e se perpetuar, desgovernando !!! FORA LULA LADRÃO

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