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Política

Justiça suspende direitos de resposta de Boulos nas redes de Pablo Marçal

Campanha do psolista alega que decisão não foi pelo mérito e que o TRE-SP ainda vai se manifestar sobre as ações da equipe de Marçal e de Boulos

Marçal Boulos Debate cocaína
Durante debates e nas redes sociais, Marçal insinuou que Boulos seria usuário de cocaína | Foto: Divulgação/YouTube

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) suspendeu, na quarta-feira 21, os direitos de resposta do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), candidato à Prefeitura de São Paulo, nas redes sociais de Pablo Marçal (PRTB-SP), também candidato na disputa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Durante debates e nas redes sociais, Marçal insinuou que Boulos seria usuário de cocaína. O psolista pediu para ter um direito de resposta a ser publicado nos perfis das redes sociais de Marçal. Inicialmente, a Justiça Eleitoral concedeu o direito. No entanto, Marçal recorreu, e o juiz Regis de Castilho suspendeu o direito de resposta de Boulos.

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A campanha do Psol alega que a suspensão não se refere ao “mérito do caso” e que, diante do maior tempo para a avaliação do processo, o TRE vai se manifestar, inclusive, sobre um pedido da equipe do próprio Boulos.

A equipe de Marçal reiterou que a resposta solicitada pelo psolista “ultrapassou os limites” previstos na lei. A defesa de Marçal argumentou à Justiça que ele “jamais teve o intuito de ofender a honra” de Boulos” “imputando-lhe fato sabidamente inverídico”.

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Além disso, que o vídeo-resposta teve um efeito “desproporcional ao conteúdo do vídeo supostamente ofensivo”. Conforme a defesa, o vídeo-resposta tinha 11 segundos a mais do que o vídeo impugnado, além de ter um convite para o internauta conhecer as redes sociais do psolista e mostrar o número da chapa dele.

De acordo com os advogados de Marçal, isso estaria “desvirtuando” o “objetivo do direito de resposta”. O juiz então considerou procedentes os argumentos e suspendeu a publicação em virtude do “perigo de dano irreparável ou de difícil reparação” aos direitos de Marçal. Conforme o magistrado, se fosse concedido o direito de publicação do vídeo-resposta, a medida seria irreversível.

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Os advogados da campanha de Boulos alegaram que uma das ações a serem analisadas pediu o aumento do tempo do vídeo, “tendo em vista que um dos vídeos [de Marçal] ficou no ar nas redes sociais por um período prolongado”.

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3 comentários
  1. Maira Teixeira Siqueira
    Maira Teixeira Siqueira

    Acho que todos os políticos e juízes deveriam fazer de 06 e 06 meses exames toxicológicos.

  2. Marcelo Lucas de Albuquerque
    Marcelo Lucas de Albuquerque

    Um simples teste toxicológico de Boulos calaria o Pablo. Ou não?

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