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Política

Justiça reduz pena de condenado que matou cinegrafista em protesto

Caio Silva de Souza passou de 12 para 4 anos de prisão, agora em regime aberto

justiça reduz pena de condenado que matou cinegrafista em protesto
Segundo ele, Fábio pediu um isqueiro e Caio acendeu o rojão. O condenado pensava que era um fogo de artifício | Foto: Reprodução/Associação Brasileira de Imprensa

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, na quarta-feira 17, reduzir a pena de Caio Silva de Souza, condenado pela morte do cinegrafista Santiago Andrade.

Caio atingiu a vítima com um rojão durante um protesto em 2014. A pena inicial, de 12 anos em regime fechado, caiu para quatro anos em regime aberto.

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Na mesma decisão, a Justiça absolveu o tatuador Fábio Raposo Bernardo. O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu contra a decisão e exigiu que o julgamento de Fabio fosse anulado ou julgado em primeira instância. Contudo, o tribunal negou o pedido.

Reclassificação do crime e redução da pena do condenado

A defesa de Caio solicitou a reclassificação do crime para homicídio culposo ou explosão seguida de morte, em vez de lesão corporal seguida de morte. O tribunal manteve a classificação, mas reduziu a pena.

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A Justiça alegou que o condenado tinha como prever sua ação e que poderia atingir e lesionar terceiros. “Por ter assumido o risco de lesionar outras pessoas, ao agir com dolo eventual, restou evidenciada a ocorrência do crime de lesão corporal seguida de morte, tal qual consta da sentença”, informou o desembargador Gilmar Augusto Teixeira.

A primeira sentença ocorreu em 13 de dezembro do ano passado, quando o 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro absolveu Fábio Raposo e condenou Caio Silva de Souza a 12 anos de prisão.

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Os jurados concluíram que não houve dolo eventual na morte, o que levou à reclassificação do crime e à condenação de Caio por lesão corporal seguida de morte. Caio teve autorização para recorrer em liberdade.

Depoimentos dos envolvidos

Em seu depoimento, Caio disse que não sabia que cometeu o crime e que carregava a culpa de ter matado um trabalhador.

Segundo ele, Fábio pediu um isqueiro, e Caio acendeu o rojão. O condenado pensava que era um fogo de artifício. Depois de acender e colocar o artefato no chão, Caio deixou o local sem saber que atingiu Santiago.

Cinegrafista Santiago Andrade foi morto durante protesto em 2014 | Foto: Reprodução/Gabriel Penchel/TV Brasil
Cinegrafista Santiago Andrade foi morto durante protesto em 2014 | Foto: Reprodução/Gabriel Penchel/TV Brasil

Fábio relatou que pegou o objeto do chão por curiosidade, sem saber que era um rojão, e o entregou a Caio depois de insistência. Ele disse ter saído do local, em virtude do gás lançado pelos policiais, e não viu quando Caio acendeu o artefato.

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3 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Não é à toa que o RJ está entre os mais violentos estados do país, com esse tribunal de injustiça, o elemento mata um pai de família e é condenado a ficar solto?

  2. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Voltarei ao mesmo ponto QUEM FAZ JUSTIÇA É A FAMILIA E PONTO FINAL. QUEM QUISER ENTENDER QUE ENTENDA. O ESTADO CORRUPTO E PRAGADO DE JURISTAS SOCIALISTAS COMUNISTAS ESTA IMPEDIDO DE PROPINAR A JUSTIÇA VERDADEIRA.

  3. Paulo
    Paulo

    Porque a Oeste reproduz apenas as alegações dos réus? E as alegações das testemunhas? Os réus não tem obrigação de falar a verdade, vão falar apenas o que os favorece. As testemunhas são obrigadas a falar a verdade e podem ser punidas se não o fizerem. Da forma como está a reportagem os réus parecem coitadinhos, vítimas do acaso.

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