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Política

Justiça italiana decide a favor da extradição de Zambelli

Decisão envolve caso de perseguição armada em São Paulo durante as eleições de 2022

A deputada federal Carla Zambelli está presa na Itália. | Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
A deputada federal Carla Zambelli está presa na Itália | Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

A Corte de Apelação da Itália decidiu a favor da extradição da ex-deputada Carla Zambelli no caso em que ela responde por perseguir um homem armado em São Paulo durante as eleições de 2022. A decisão representa mais uma derrota da parlamentar no processo de envio ao Brasil.

Os magistrados italianos já haviam se posicionado pela extradição em outro processo, relacionado à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça. Em ambos os casos, ainda cabe recurso.

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Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Fderal (STF) a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma. A condenação se refere ao episódio em que ela perseguiu, com uma pistola em punho, um homem em via pública na capital paulista.

Com cidadania italiana, a ex-deputada deixou o Brasil em junho do ano passado, depois de ser condenada em dois processos no STF. Desde então, é considerada foragida da Justiça brasileira. Ela está presa no presídio feminino de Rebibbia, em Roma.

Defesa de Zambelli foi à última instância para tentar barrar extradição

PT Carla Zambelli deputada presa Itália
Carla Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho de 2025 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A defesa de Carla Zambelli protocolou na sexta-feira 10 um recurso na Corte de Cassação de Roma para tentar impedir a extradição da ex-parlamentar ao Brasil. O tribunal, que representa a última instância do Judiciário italiano, analisará os aspectos legais do processo sem reavaliar provas. Os magistrados possuem prazo de até seis meses para julgar o pedido.

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O advogado Fábio Pagnozzi sustenta que a “hackeragem”, crime digital atribuído à ex-deputada, não possui equivalência na legislação da Itália. A ausência desse requisito jurídico é um impedimento legal para a extradição. A defesa também questiona a validade formal do pedido brasileiro e afirma que o documento não partiu da autoridade competente na época.

O recurso reitera pontos apresentados desde o início do caso, como o questionamento sobre a precariedade do sistema carcerário brasileiro. Os advogados Pieremilio Sammarco e Fábio Pagnozzi também criticam a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e apontam irregularidades processuais na condução das ações no Brasil.

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1 comentário
  1. Antonio Fernandes Kopf
    Antonio Fernandes Kopf

    Fico triste com a decisão, pois imagino que estando aqui, ela irá ser tratada com os rigores de uma vingança descabida.

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