publicidade
Política

Justiça do Trabalho paga R$ 50,6 bilhões e bate recorde em 2025

Aumento de ações e avanço da conciliação elevam valores e pressionam empresas

Martelo e balança da Justiça, em alusão à matéria da ação do 8 de janeiro; esquema
Segundo o advogado Ricardo Calcini, a queda inicial do número de processos depois da reforma ocorreu pelo impacto da nova lei | Foto: Reprodução/Freepik

A Justiça do Trabalho pagou R$ 50,6 bilhões a reclamantes em 2025, maior valor da série histórica. O resultado acompanha o aumento das ações, que somaram 2,3 milhões, alta de 8,7% em relação a 2024. É o maior porcentual de aumento de um ano para outro desde a Reforma Trabalhista de 2017.

O avanço é atribuído à ampliação do acesso ao Judiciário, com decisões que facilitaram a concessão de gratuidade por autodeclaração. O cenário pressiona o caixa das empresas, que passaram a priorizar acordos para encerrar litígios com maior rapidez.

Receba nossas atualizações

Segundo o advogado Ricardo Calcini, a queda inicial do número de processos depois da reforma ocorreu pelo impacto da nova lei. “A partir de 2021, quando o Supremo Tribunal Federal consolidou o acesso à Justiça, o número de ações voltou a subir”, afirmou ao portal Poder360.

Ele também sinalizou que divergências na interpretação da legislação elevaram os valores pagos, o que levou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) a fixar teses para orientar decisões.

Acordos na Justiça do Trabalho representam 44,15% do total pago

Acordos com a Justiça do Trabalho fazem empresas gastarem mais de R$ 11 bi em 2024
Sede do Tribunal Superior do Trabalho | Foto: Reprodução/TST

De acordo com o TST, os acordos representaram 44,15% do total pago, somando R$ 22,4 bilhões. As execuções corresponderam a 43,6% (R$ 22 bilhões), enquanto os acordos espontâneos ficaram em 12,25% (R$ 6,2 bilhões).

A advogada Lia Ayub afirmou ao Poder360 que acordos extrajudiciais são alternativa para resolver disputas específicas, como horas extras e equiparação salarial, mas não garantem quitação total do contrato.

“Verbas não incluídas podem ser questionadas depois, o que representa risco para quem paga”, disse. Para Alipio Maria Júnior, o recorde reflete campanhas de conciliação e acordos homologados em juízo. Ele também afirmou ao portal que o uso de tecnologia e inteligência artificial acelerou julgamentos e execuções.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Segundo especialistas, regras que ampliaram o acesso à gratuidade também contribuíram para o aumento das ações. A advogada Estela Nunes disse que o sistema ainda incentiva a litigância. “A ausência de custos em caso de derrota é um dos principais fatores para o acúmulo de processos”, declarou.

Ela acrescenta que ferramentas de bloqueio e rastreamento de patrimônio tornaram as execuções mais eficazes, pressionando empresas a fecharem acordos para evitar cobranças forçadas.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade