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Política

Justiça derrota Erika Hilton em processo contra estudante por 'transfobia'

Defesa de Isadora Borges sustenta que o Estado não pode criminalizar a liberdade de pensamento

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Erika Hilton (Psol-SP), parlamentar trans, durante sessão em comissão | Foto: Antonio Araújo/Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) sofreu uma derrota definitiva na Justiça Federal nesta quinta-feira, 12. A parlamentar atuava como assistente de acusação em um processo criminal movido contra a estudante de veterinária Isadora Borges, denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) sob acusação de transfobia. Segundo o portal Metrópoles, a 3ª Turma Criminal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) acolheu um pedido de habeas corpus da defesa e determinou o trancamento da ação penal, entendendo que as opiniões expressas pela jovem não justificam uma persecução criminal.

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O caso teve origem em publicações feitas por Isadora no antigo Twitter (atual X) em 2020. Na ocasião, a estudante postou que “mulheres trans não são mulheres” e argumentou que pessoas transgênero mantêm o DNA de nascimento independentemente de procedimentos cirúrgicos ou hormonais. Embora Isadora não tenha mencionado Erika Hilton em suas postagens, a deputada ingressou no caso para reforçar a tese de crime inafiançável, equiparado ao racismo, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Liberdade de expressão vs. criminalização

A decisão do TRF-5 reverteu o status de ré de Isadora Borges, que havia sido estabelecido em abril de 2025 pela Justiça da Paraíba. O relator do processo, desembargador Rogério Fialho, mudou seu entendimento inicial e concluiu que as mensagens não incitaram discriminação nem ódio, limitando-se à exposição de um pensamento individual. O advogado criminalista Igor Alves, que defende a estudante, reforçou que postagens dessa natureza não podem fundamentar processos penais, sob o risco de transformar o Poder Judiciário em instrumento de censura ideológica.

O trancamento do processo representa um revés na estratégia jurídica de Erika Hilton, que busca criminalizar discursos críticos à identidade de gênero nas redes sociais. Com o veredito unânime dos três desembargadores da turma, o processo caminha para o arquivamento na primeira instância.

Ao portal, Isadora manifestou alívio com o desfecho, classificando o período como um dos momentos mais estressantes de sua vida. Ainda cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por parte do MPF, mas a jurisprudência fixada pelo TRF-5 fortalece a proteção à liberdade de expressão em casos semelhantes.

Leia também: “SBT nega ligação da filha de Silvio Santos para Erika HIlton”

3 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Imagine o professor de biologia, explicando a reprodução das espécies , imagine 👢🦴🌡️🌡️🌡️🌡️🔥🔥🔥🔥🔥🔥

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Imagino um professor de biologia , como explicar a reprodução desses seres 👿👿👿👿👿

  3. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Tem cada coisa! Quem está na comissão de direitos da mulher ataca mulher. Sério?

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