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Política

Justiça brasileira é a 2ª mais cara do mundo

Estudo do Tesouro aponta que gasto com tribunais chega a 1,3% do PIB e só fica atrás de El Salvador

Abertura do Ano Judiciário, no STF - 2/2/2026 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A média dos países analisados foi de 0,3% do PIB, tanto em economias avançadas quanto na média geral | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O Brasil tem a segunda Justiça mais cara do mundo quando se analisa a proporção do Produto Interno Bruto (PIB) destinada aos tribunais.

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Levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional mostra que, em 2022, o país destinou 1,3% do PIB à subfunção “Tribunais de Justiça”

Entre 50 países analisados, o percentual brasileiro ficou atrás apenas de El Salvador. A média dos países selecionados foi de 0,3% do PIB, tanto em economias avançadas quanto na média geral. Ou seja, o Brasil gasta mais que o triplo da média internacional com o funcionamento do Judiciário.

Quando se considera a função mais ampla de “Ordem pública e segurança”, o país destinou 2,7% do PIB. O percentual supera economias emergentes (2,2%), o Grupo dos 20 (1,9%) e economias avançadas (1,6%).

Gastos com Justiça são concentrados em salários

Em 2023, a despesa total com ordem pública e segurança alcançou R$ 311,4 bilhões. Desse montante, 79,8% corresponderam à remuneração de empregados. Os Tribunais de Justiça responderam por R$ 156,6 bilhões. Os governos estaduais concentram 76,6% dessas despesas.

Leia mais: “TCU abre investigação contra Ministério de Minas e Energia

O estudo ressalta que a comparação internacional considera dados consolidados de 2022, último ano com informações completas disponíveis

Contexto político

O debate sobre os gastos do Judiciário ganhou força nas últimas semanas. Reportagens apontaram inúmeros pagamentos de auxílios acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil.

Decisões monocráticas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e Gilmar Mendes suspenderam pagamentos considerados acima do limite. O julgamento no STF foi interrompido e deve retornar à pauta em 25 de março.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, integrantes do STF, do Congresso e do Executivo discutem alternativas para enfrentar os chamados penduricalhos. Uma das hipóteses envolve a elevação do teto constitucional. O governo federal resiste à proposta. Parlamentares avaliam o impacto fiscal e o desgaste político em ano eleitoral.

Leia mais: “STF, governo e Congresso discutem reajuste do teto para conter penduricalhos

2 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    A nossa justiça é cara ,e ainda é corrupta

  2. SADI LUIZ BRAGA
    SADI LUIZ BRAGA

    Não temos Justica. Temos é justiça politica de extrema esquerda.

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