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Política

Justiça autoriza perícia sobre acidente que matou Eduardo Campos

Exame técnico vai apurar causas da queda do jato em 2014

Eduardo Campos morreu em uma queda de avião em Santos (SP) | Foto: Reprodução
Eduardo Campos morreu em uma queda de avião em Santos (SP) | Foto: Reprodução

A Justiça Federal autorizou uma perícia judicial para apurar as causas do acidente aéreo que matou o político pernambucano Eduardo Campos em 2014. A medida ocorre no âmbito de uma ação de produção de provas que tramita na 4ª Vara Federal de Santos, no litoral de São Paulo, segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicadas nesta segunda-feira, 2.

O juiz responsável pelo caso nomeou como perito Silvio Venturini Neto e determinou que ele apresente, em até 15 dias, a estimativa de honorários e o planejamento do trabalho técnico, inclusive a metodologia dos procedimentos. A perícia deverá analisar a queda do jato que transportava o então candidato à Presidência, que partiu do Rio de Janeiro com destino ao litoral paulista.

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A ação foi ajuizada pelo advogado Antônio Campos, irmão de Eduardo, e por Ana Arraes, mãe do ex-governador de Pernambuco. Eles contestam o laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e o relatório inconcluso da Polícia Federal (PF).

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Durante o processo, a União sustentou que a conclusão sobre o acidente caberia exclusivamente ao Cenipa e à PF. No entanto, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu que, em casos de acidentes aéreos, é possível a abertura de ação específica para produção de provas.

A tramitação do processo também incluiu a notificação da Textron, holding sediada nos Estados Unidos e proprietária da fabricante das aeronaves Cessna Citation, procedimento que levou cerca de um ano.

Um parecer elaborado pelo assistente técnico dos autores, o comandante Carlos Camacho, identificou indícios de defeito no profundor do compensador. O componente é responsável por direcionar o leme do avião para cima ou para baixo, e o eventual defeito pode ter sido provocado ou não, segundo o documento citado na ação.

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Relembre a morte de Eduardo Campos

O então candidato à Presidência da República Eduardo Campos morreu na manhã de 13 de agosto de 2014, aos 49 anos, depois da queda do jato particular em que viajava em um bairro residencial de Santos. A aeronave caiu por volta das 10h, durante uma tentativa de pouso sob chuva intensa, segundo informações divulgadas à época pela Aeronáutica.

O avião, um Cessna 560XL, havia decolado do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, com destino ao Aeroporto de Guarujá. Ao se preparar para pousar, o piloto arremeteu por causa de condições meteorológicas adversas. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave, que caiu em um quintal de uma casa no bairro Boqueirão.

Moradores relataram ter visto uma bola de fogo no céu no momento do acidente. Os destroços atingiram residências vizinhas e deixaram dez pessoas com ferimentos leves, todas liberadas depois de atendimento médico.

A bordo estavam sete pessoas, sendo cinco passageiros e dois tripulantes. Todos morreram no acidente: Eduardo; o fotógrafo Alexandre Severo e Silva; o assessor Carlos Augusto Leal Filho; o assessor e ex-deputado federal Pedro Valadares Neto; o cinegrafista Marcelo de Oliveira Lyra; além dos pilotos Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins.

A PF abriu inquérito para apurar as causas do acidente e enviou peritos a Santos. A Aeronáutica e a Polícia Civil também atuaram nas investigações. A análise da caixa-preta foi realizada pelo Cenipa, em Brasília.

Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias. Adversários na disputa eleitoral, como Aécio Neves, cancelaram compromissos de campanha. Eduardo havia deixado o governo de Pernambuco em abril de 2014 para disputar a Presidência, tendo Marina Silva como candidata a vice. Ela terminou em terceiro lugar, com 21,32% dos votos válidos, equivalente a 22 milhões de votos.

Leia também: “A esquerda está nua”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 272 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Para alguns casos 24 para dar explicações, neste caso mais de uma década para a justiça sair da hibernação.🤪

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