publicidade
Política

Justiça acumula 4,2 milhões de processos contra o INSS

Número deve aumentar ainda mais depois de operação da PF

Investigação da CGU revela que a maior parte dos beneficiários descontados não reconhecia a associação | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Investigação da CGU revela que a maior parte dos beneficiários descontados não reconhecia a associação | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Dados do Painel de Estatísticas do Poder Judiciário, gerenciado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) lida atualmente com 4,2 milhões de casos pendentes.

Até 31 de março deste ano, foram julgados pouco mais de 657 mil processos. Em 2024, foram recebidos 3,4 milhões de novos casos. O tempo médio de tramitação dos processos pendentes é de 750 dias — mais de dois anos —, e do primeiro julgamento é de 337 dias, quase um ano.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

No âmbito administrativo, ou seja, dentro do próprio INSS, o cenário é semelhante: até o final do ano passado, havia 2 milhões de solicitações em espera — o maior volume registrado durante o governo Lula. Na campanha de 2022, o presidente havia se comprometido a eliminar a fila do órgão.

Para destravar os processos previdenciários na Justiça, CNJ e INSS firmaram uma série de parcerias que envolvem o uso de tecnologias, como sistemas de automação e a padronização de decisões em temas recorrentes.

Leia mais:

Operação da PF revelou fraudes de R$ 6,3 bilhões no INSS

Uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou um esquema de cobranças irregulares no INSS, com prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A investigação envolve 11 entidades associativas que ofereciam de planos funerários a serviços como “marido de aluguel”.

A PF estima que 4,1 milhões de aposentados e pensionistas foram vítimas dos descontos indevidos. O escândalo levou à demissão do presidente do INSS, Alessandro Steffanuto, e do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi.

O novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, é procurador federal da AGU
O novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, é procurador federal da AGU | Foto: Marcos Oliveira/ Senado

A nomeação do deputado licenciado Wolney Queiroz (PDT-PE), ex-auxiliar de Lupi, para o comando da pasta, não foi suficiente para conter as críticas. Parlamentares da oposição afirmam que a mudança teve apenas caráter simbólico, sem efeito prático, e acusam o governo de tentar apenas simular uma reação à crise.

No Congresso, a oposição intensificou a mobilização e protocolou um pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as fraudes. A decisão sobre o avanço da comissão agora está nas mãos do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Leia também: “Onde os idosos não têm vez”, artigo de Tiago Pavinatto publicado na Edição 267 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA
    COLETTO ASSESSORIA EM SEGURANÇA DO TRABALHO LTDA

    Este Hugo mota nada vai fazer ESTE NUNCA MAIS

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.