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Política

Justiça acata pedido do PT e anula votação que validou privatização da Sabesp

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto que viabiliza a venda da empresa nesta quinta-feira, 2

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Privatização da Sabesp depende de aprovação do governo municipal de São Paulo | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça determinou, na tarde desta sexta-feira, 3, a suspensão dos efeitos da segunda votação na Câmara Municipal de São Paulo referente ao projeto de lei que viabiliza a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A decisão se deu na tarde desta sexta-feira, 3. O caso foi judicializado pelo PT e pelo Psol.

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A ordem judicial afirmou que a Câmara Municipal paulistana descumpriu a ordem do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que exigia a realização de “audiências públicas necessárias”. A apresentação dos “estudos e laudos pertinentes” sobre o projeto também deveriam ocorrer. 

A segunda votação, ocorrida na quinta-feira 2, resultou na aprovação da pauta, por 37 votos a favor e 17 contrários. A ação pelo Legislativo foi seguida da sanção pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) no mesmo dia. No entanto, a decisão judicial suspendeu também a validação por parte do Poder Executivo da capital paulista.

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A proposta foi aprovada com 37 votos favoráveis e 17 contra | Foto: Reprodução/TV Câmara

A juíza Celina Kiyomi Toyoshima concedeu a suspensão depois de uma petição movida pelas bancadas do PT e do Psol na Câmara Municipal, que são representadas por 14 vereadores. 

As legendas alegaram que a segunda votação ocorreu sem a realização de seis audiências públicas exigidas, sendo cinco pela Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica, e uma pelo colegiado de Finanças e Orçamento.

Leia também: “Rubinho Nunes oferece carteira de trabalho para contrários à privatização da Sabesp”

A determinação da juíza em abril previa a realização de todas as audiências públicas antes da segunda votação, sendo que nove audiências foram realizadas pelo Legislativo no total. 

Além disso, os parlamentares da oposição afirmaram que a prefeitura não enviou um estudo de impacto orçamentário, como solicitado pelo TJSP, mas um documento de cinco páginas que foi criticado por não abordar “adequadamente” as implicações financeiras do projeto.

Leia mais: “Vereadora do Psol tira microfone de colega do PL durante audiência de privatização da Sabesp”

De acordo com a emissora CNN Brasil, a presidência da Câmara Municipal de São Paulo, chefiada por Milton Leite (União), afirmou que todo o processo legislativo foi realizado dentro dos critérios legais. A casa também ressaltou que todas as audiências públicas previamente agendadas foram realizadas, assim como foi apresentado um estudo de impacto orçamentário. 

A Câmara paulistana também observou o fato de a contestação ter sido feita por meio de uma Ação Popular, em vez de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Privatização da Sabesp depende de aprovação da capital paulista

O projeto em questão trata da revisão do contrato da cidade de São Paulo com a Sabesp sob novas condições, visando à manutenção da parceria com a empresa. A privatização da Sabesp já foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no fim de 2023.

O governo paulista convocou a primeira reunião do Conselho Deliberativo da unidade regional de água e esgoto (URAE) 1 – Sudeste, programada para 20 de maio. A ideia é discutir o contrato dos municípios do agrupamento com a Sabesp.

Leia mais: “Sabesp vai constituir usina de dessalinização em Ilhabela”

A URAE é responsável pela gestão regional de água e esgoto, incluindo todos os 375 municípios com contrato com a Sabesp, sendo São Paulo a principal cidade do agrupamento em termos de população e importância econômica.

Até junho, o governo paulista planeja finalizar os detalhes relativos à oferta de ações da Sabesp, reservando 15% delas para um investidor estratégico. Enquanto isso, o Estado manterá entre 15% e 30% de controle acionário sobre a companhia.

12 comentários
  1. João Cirilo
    João Cirilo

    Parece difícil saber aqui quem mente mais, se a juíza, se os partidos de oposição ou se o presidente da Câmara. Porque são posições completamente antagônicas.

    Enquanto os partidos do lixo dizem que não foram cumpridas as formalidades exigidas pela própria Justiça, o presidente da Câmara diz exatamente o contrário.Então alguém mente, isso se não mentiram todos.

  2. Bibliófilo

    PT e PSOL são os ParTidos do atraso. Querem um Estado grande, para usufruir de suas sinecuras, sem necessitar trabalhar.

  3. Arthur André Leto Barreto
    Arthur André Leto Barreto

    Rumo ao abismo que os sistemas totalitários se caracterizam pela insegurança jurídica.

  4. Christian
    Christian

    Esta Juiza (mais do que comuna )deve ter carteirinha do PSOL no bolso.

  5. Rubens Bussacos
    Rubens Bussacos

    Com a Justiça Politizada o Legislativo fica refém, só é aprovado uma lei se a Justiça achar se é bom ou não para os Esquerdopatas, deu a liminar e a ação vai mofar numa gaveta.

  6. Thales Augusto
    Thales Augusto

    Justiça acoleirada. Não existe justiça e PT, são uma organização única.

  7. Luciana Costa
    Luciana Costa

    Gentalha asquerosa. Vagabundos com poder. Desse jeito fica muito fácil. Canalhas!!

  8. PCC
    PCC

    Os esquerdopatas estão esperneando porque sabem que vão perder a boquinha.
    O Brasil só vai progredir quando não houver mais nenhuma estatal pra essa gente mamar.

  9. Silas Veloso
    Silas Veloso

    Os bocas-tortas da extrema esquerda unidos com os gogós-tronchos do judiciário

  10. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Nada a estranhar, o consórcio criminoso da esquerdalha com o Judiciário, funcionando perfeitamente para manter o Brasil sob âncoras!

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