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Política

Julgamento do ‘núcleo 1’ atrai mais de 3 mil inscritos para sessões no STF

A Corte definiu limite de público e distribuiu assentos entre os dias reservados para o caso

Núcleo 1
Além do público civil, 501 profissionais de imprensa foram credenciados para a cobertura, incluindo veículos estrangeiros | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu mais de 3,3 mil inscrições de pessoas interessadas em acompanhar presencialmente o julgamento do grupo investigado por suposta tentativa de golpe de Estado. A Corte, no entanto, optou por limitar o público e organizar a entrada em turnos.

O credenciamento ficou aberto apenas nos dias 27 e 28 de agosto. Advogados, juristas e cidadãos comuns puderam se inscrever, mesmo sem vínculo direto com o processo.

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Como a sala de sessões da Segunda Turma comporta apenas 150 lugares, o STF dividiu os autorizados entre os dias e horários disponíveis. Ao todo, serão oito sessões: cinco datas em setembro, com audiências pela manhã e à tarde.

Os primeiros 1,2 inscritos terão acesso presencial ao julgamento, mediante confirmação enviada por e-mail. Os demais poderão acompanhar pela TV Justiça, YouTube, Rádio Justiça ou aplicativo oficial.

Além do público civil, 501 profissionais de imprensa foram credenciados para a cobertura, incluindo veículos estrangeiros. O STF reservou 80 lugares para jornalistas, com acesso por ordem de chegada. A estimativa é de sessões longas, algumas com duração de dez horas. As datas definidas são: 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

Grupo de acusados reúne aliados próximos de Bolsonaro

O “Núcleo 1” da Ação Penal 2668 reúne oito figuras centrais do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre eles estão os generais Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira.

Consta também o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ); o almirante Almir Garnier; o tenente-coronel Mauro Cid; além do próprio Bolsonaro.

+ Leia também: “STF dá prazo para PGR se manifestar sobre recurso de Paulo Figueiredo”

A Procuradoria-Geral da República acusa o grupo de liderar uma suposta tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Também atribui aos réus participação em organização criminosa armada e prática de dano qualificado contra patrimônio tombado.

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