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Política

Julgamento de ação que discute ‘genocídio’ de indígenas é suspenso

Com pedido de destaque do ministro Nunes Marques, votação no Plenário Virtual do STF sai de pauta

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Ministro Kassio Nunes Marques devolveu o processo para julgamento | Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Um pedido de destaque do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, na segunda-feira 12, o julgamento de uma decisão liminar do ministro Edson Fachin, que determinou ao governo federal que adotasse todas as medidas para garantir a proteção integral de territórios com a presença de povos indígenas isolados e de recente contato.

Naquela decisão, de 21 de novembro, Fachin deu prazo de 60 dias para que a União apresente um plano de ação para a regularização e a proteção dessas terras indígenas. Já haviam votado favoravelmente à liminar de Fachin os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

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Com o pedido de destaque de Nunes Marques, o julgamento é retirado do Plenário Virtual do STF e levado a uma sessão presencial, com placar reiniciado. Não há data para que o julgamento seja colocado em pauta. Enquanto o colegiado do Supremo julgar a decisão de Fachin, ela segue em vigor.

A liminar de Fachin foi proferida em uma ação ajuizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que apontou “falhas e omissões” na proteção e na garantia dos direitos desses povos, e que, com isso, alguns povos indígenas estão “em risco real de genocídio, podendo resultar no extermínio de etnias inteiras”.

Na liminar, Fachin considerou que as manifestações da Presidência da República e da Funai não impugnaram especificamente as alegações da possibilidade de genocídio e etnocídio, e, por isso, entendeu que “nenhuma das medidas necessárias à preservação da cultura e à sobrevivência dos povos isolados e de recente contato foram tomadas’.

Segundo Fachin, a Apib apresentou dados sobre diversas terras indígenas em situação de degradação socioambiental, demonstrando “a extrema vulnerabilidade dessas regiões”, enquanto as informações da Presidência da República e da Funai são “genéricas e não demonstraram a atuação específica e eficiente do governo federal em impedir a degradação socioambiental”.

Com esse raciocínio, o ministro demonstrou que atuações pontuais de fiscalização e combate ao crime não têm sido suficientes para a efetiva proteção dos povos isolados e de recente contato, “que convivem com um grave risco de genocídio e etnocídio”.

Entre as medidas de proteção aos povos isolados determinadas à União está a manutenção da portaria de restrição de uso da Terra Indígena Tanaru, mesmo após a morte do indígena conhecido como Índio do Buraco — o último representante da comunidade.

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4 comentários
  1. Código de Conduta
    Código de Conduta

    Genocídio significa que alguem cuidou do extermínio de uma raça específica.
    Não ocorreu isso no Brasil nos últimos anos.

  2. Dercio Conceicao
    Dercio Conceicao

    Aviso aos Navegantes: a referida Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) é uma ONG comandada por espertalhões esquerdistas que exploram politicamente os indígenas como massa de manobra. Mais informações com os caciques que estão participando de manifestações em Brasília.

  3. Uncle Sam
    Uncle Sam

    É preciso incluir o EMOJI de palhaço nos comentários.

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