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Política

Juízes federais pedem ao STF reajuste do teto; valor pode superar R$ 70 mil

Associação afirma que salário dos ministros do Supremo está defasado

Sessão do STF - 26/03/2026 | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Sessão do STF - 26/03/2026 | Foto: Rosinei Coutinho/STF

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso nesta segunda-feira, 18, em que pede o reajuste do teto remuneratório do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil. O valor corresponde ao salário dos ministros da Corte e serve de referência para vencimentos do Judiciário, do Ministério Público e de outras carreiras públicas.

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Segundo a entidade, o teto está defasado. Conforme informações publicadas pelo portal g1, a Ajufe afirma que, se o valor tivesse sido corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde 2006, o salário dos ministros do STF deveria chegar a R$ 71,5 mil.

A Ajufe também citou trechos dos votos dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes para sustentar que houve reconhecimento, dentro do próprio julgamento, de uma “grave defasagem” salarial. No recurso, a associação sustenta que, de acordo com a Constituição, cabe ao próprio Supremo encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei para reajustar os subsídios da magistratura.

penduricalhos juízes
As novas regras do STF impõem um teto para os chamados ‘penduricalhos’ | Foto: Divulgação/STF

STF impôs limites aos “penduricalhos”

Em março deste ano, o STF decidiu, por unanimidade, estabelecer um limite para pagamentos adicionais recebidos por integrantes da magistratura e do Ministério Público. Pela regra aprovada, os pagamentos extras podem alcançar até 70% do teto constitucional.

Esse porcentual foi dividido em dois blocos iguais. Os primeiros 35% correspondem ao adicional por tempo de serviço, benefício que acrescenta 5% ao salário por período trabalhado. Os outros 35% abrangem verbas indenizatórias e gratificações autorizadas pelo Supremo.

Na prática, 35% do teto atual equivale a R$ 16,2 mil. Ao somar os dois blocos de pagamentos extras, juízes e promotores podem receber até R$ 78,8 mil mensais em fim de carreira, segundo cálculo da Gazeta do Povo. Caso o teto salarial seja reajustado para os R$ 71,5 mil defendidos pela Ajufe, os valores máximos permitidos pela regra atual também aumentariam.

Na mesma decisão, o STF suspendeu benefícios considerados incompatíveis com a Constituição quando previstos apenas em decisões administrativas, resoluções internas ou leis estaduais sem respaldo em legislação federal.

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Entre os pagamentos cortados estão auxílio-moradia, auxílio-combustível, auxílio-alimentação, auxílio-creche, auxílio-natalidade, assistência pré-escolar, gratificações por encargos de cursos e concursos, além de licenças compensatórias e indenizações relacionadas ao acúmulo de funções.

No recurso apresentado ao Supremo, a Ajufe tenta reverter parte dessas restrições. A entidade pede, por exemplo, que verbas como diárias, ajuda de custo, indenização de férias não gozadas, auxílio-moradia e auxílio-saúde fiquem fora do limite de 35% aplicado às verbas indenizatórias.

Outro ponto defendido pela associação é a manutenção da gratificação de proteção à primeira infância e à maternidade, destinada a magistrados com filhos de até 6 anos. O recurso também pede que o adicional por tempo de serviço seja estendido de forma expressa a pensionistas e servidores inativos, independentemente do regime previdenciário.

Além disso, a Ajufe solicita a criação de um “Plano Nacional de Liquidação”, para garantir o pagamento de valores retroativos reconhecidos administrativamente antes de fevereiro de 2026, mês em que o STF começou a julgar o tema.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. Francisco das Chagas Alves Pinto
    Francisco das Chagas Alves Pinto

    É só isso? Esse tipo de gente não para de chorar. É mamando e miando.
    Estou aposentado há nove anos, e, já perdi em torno de 50% do meu poder aquisitivo quando na ativa. Quando aparece uma ação de revisão para aposentados, reconhecendo perdas salariais, depressa é considerada inconstitucional por esses senhores da justiça. Cambada de sem vergonhas, imorais. Estão dentro de uma bolha que precisa ser destruída!!!

    1. Ido Décio Schneider
      Ido Décio Schneider

      Todos os aposentados que recebem mais de 1 salário mínimo estão nesta situação. Infelizmente possimos uma justiça apodrecida e corrupta.

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