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Política

Juiz do Rio de Janeiro associa Lula ao Comando Vermelho e critica DPU

A Defensoria da União repudiou a megaoperação policial que apreendeu mais de 90 fuzis e prendeu mais de 100 criminosos

Defensoria Pública
'A Defensoria sendo a Defensoria', ironizou o juiz a respeito do posicionamento da instituição | Foto: Reprodução/DPU

O juiz Guilherme Andrade, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), criticou o posicionamento da Defensoria Pública da União (DPU) sobre a megaoperação policial realizada na zona norte carioca na última terça-feira, 28. De forma irônica, o magistrado comentou a nota oficial da DPU em seu perfil no Instagram. “A Defensoria sendo a Defensoria”, escreveu.

No comunicado, a DPU afirma que “o Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADPF 635 (ADPF das Favelas), estabeleceu parâmetros claros para a atuação das forças de segurança pública em territórios vulneráveis e que o descumprimento dessas diretrizes representa grave violação a preceitos fundamentais e compromete a efetividade do Estado Democrático de Direito”.

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O juiz também compartilhou um vídeo em que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à facção criminosa Comando Vermelho (CV). Andrade publicou trechos de vídeo em que o petista afirma que “os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, combinando com imagens da operação policial e a frase “narcoterroristas do CV bombardeiam polícia com drone no RJ”.

Juiz do Rio de Janeiro associa Lula ao Comando Vermelho e critica DPU
Juiz do TJRJ repostou vídeo da DPU | Foto: Reprodução/Migalhas/Instagram

O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, informou, nesta quarta-feira, 29, que o número oficial de mortos na operação de terça-feira chegou a 121, incluindo quatro policiais. Moradores do Complexo da Penha relataram o transporte de ao menos 70 corpos de uma área de mata até a Praça São Lucas, onde ficaram enfileirados desde a madrugada.

Operação no Rio de Janeiro apreendeu armas e prendeu criminosos

De acordo com a Defensoria Pública do Rio, a Operação Contenção resultou em 132 mortos, diferença atribuída ao fato de o governo considerar apenas corpos já encaminhados ao Instituto Médico-Legal. O governador Cláudio Castro (PL) declarou que o total “vai mudar” ao passo que novas informações sejam confirmadas.

Juiz repostou vídeo com fala de Lula favorável a traficantes | Foto: Reprodução/Migalhas/Instagram

Durante a ação, agentes apreenderam 118 armas — entre elas, 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver —, além de 14 artefatos explosivos, carregadores, munições e drogas, que ainda não foram oficialmente contabilizadas. O chefe da 53ª Delegacia Policial de Mesquita, Marcus Vinicius, está entre os quatro policiais que morreram.

A Operação Contenção, deflagrada na terça-feira, teve como foco os complexos do Alemão e da Penha, que abrangem 26 comunidades na zona norte da capital fluminense e tinham como alvo integrantes do Comando Vermelho, que domina mais de mil áreas no Rio de Janeiro. Entre os 113 presos, está Belão, considerado braço direito de Doca, apontado como uma das principais chefes da facção.

3 comentários
  1. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    O aparelho chamado DPU considera aquele local onde estavam os narco-terroristas como “território vulnerável”. Pela quantidade de fuzis, pistolas e bombas em poder das “vítimas da sociedade”, parece que não eram tão vulneráveis assim.

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Não podemos deixar o estado tomar posição a favor dos criminosos ….

  3. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Defensoria de criminosos da União , esse e o nome certo para essa famingerada não sei o que , está na hora de juízes de todo o Brasil do BEM se posicionarem a favor do povo do bem BRASILEIRO, não podemos continuar sendo criminosos e os criminosos serem as vitimas .

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