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Política

Juiz dá 48 horas a açougue para remover faixa e posts antipetistas

O magistrado avaliou que o cartaz com a frase 'petista aqui não é bem-vindo' configura um caso de discriminação política

Martelo e balança da Justiça, em alusão à matéria da ação do 8 de janeiro; esquema
Se o comércio não cumprir a ordem, terá de pagar multas diárias entre R$ 1.000 e R$ 100 mil | Foto: Reprodução/Freepik

O juiz Cristian Battaglia de Medeiros mandou um açougue em Goiânia (GO) retirar uma faixa com a frase “petista aqui não é bem-vindo”, exposta na entrada do estabelecimento. O magistrado avaliou que o cartaz e publicações relacionadas nas redes sociais do estabelecimento configuram discriminação política.

A determinação do magistrado exige a remoção tanto do cartaz quanto de conteúdos digitais considerados discriminatórios, estabelecendo um prazo de 48 horas para o cumprimento.

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Se o comércio não cumprir a ordem, terá de pagar multas diárias entre R$ 1 mil e R$ 100 mil. Segundo o juiz, manter a mensagem poderia incentivar outras empresas a adotarem práticas semelhantes.

O magistrado esclareceu que o despacho tem caráter provisório, constitui uma tutela de urgência e que pode revê-lo se as partes apresentarem novos elementos ao processo.

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Deputado do PT denunciou açougue

O caso chegou à Justiça depois de denúncia feita pelo deputado estadual Mauro Ruben (PT-GO) no Ministério Público e no Procon de Goiás, ao argumentar que a loja não poderia barrar clientes por questões ideológicas.

O Ministério Público encaminhou a demanda ao Judiciário.

Depois da denúncia, o proprietário do açougue, Leandro Batista da Nóbrega, criticou a atitude do parlamentar.

“Petista não é bem-vindo entrar aqui”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais. “Isso não significa que é proibido entrar aqui, seu vagabundo.”

“Você é um vagabundo socialista”, continuou Nóbrega sobre o deputado Mauro Ruben. “Você é uma vergonha para o Estado de Goiás.”

Em 2022, a Justiça Eleitoral já havia proibido o açougue de comercializar um produto promocional, a “picanha mito” a R$ 22, em referência ao número eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, item que ganhou destaque após um churrasco no Palácio da Alvorada em 2021.

Leia também: “A elite medrosa”, artigo de Rodrigo Constantino, publicado na Edição 289 da Revista Oeste

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6 comentários
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    O açougue é do cara ,se ele não quer nazista, fascista, comunista, socialista ou extrema esquerda, ele pode fazer isso.
    Não é órgão público.

  2. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    NAO ENTENDO TODA ESSA POLÊMICA. E DESDE QUANDO PTISTA COME CARNE ??? PTISTAS COME CAPIM.

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    E o partido comunista e outros de esquerda que homenageiam Stalin, tudo bem. Hipocrisia Jurídica.

  4. PEDRO LAURINDO DE ARAÚJO NETO
    PEDRO LAURINDO DE ARAÚJO NETO

    E SE FOSSE “BOLSONARISTA AQUI NÃO É BEM VINDO”, A DECISÃO SERIA A MESMA???????

  5. TEODORO FERNANDES FIGUEIREDO JUNIOR
    TEODORO FERNANDES FIGUEIREDO JUNIOR

    Explica as faixas de ódio dos esquerdistad nas universidades federais que não poder ser retiradas

  6. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    O comércio é do cara ,ele não quer petista por lá .
    Isso é democracia.

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