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Política

José Roberto Arruda se filia ao PSD

Movimentação mira a volta do político à disputa pelo Palácio do Buriti, centro do poder no Distrito Federal

Ex-governador do DF teve inelegibilidade mantida pelo STJ
José Roberto Arruda é ex-governador do Distrito Federal | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Partido Social Democrático (PSD) filiou na segunda-feira 15 o ex-senador e ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, em cerimônia com a presença do presidente da sigla, Gilberto Kassab. O movimento mira a volta de Arruda à disputa pelo Palácio do Buriti em 2026.

Na chegada ao evento, acompanhado do senador Izalci Lucas (PL-DF), Arruda defendeu sua elegibilidade e criticou a atual gestão do Distrito Federal, sobretudo a compra de ativos do Banco Master pelo BRB. “Quero fazer o BRB investir na economia local, e não comprar título podre de banco quebrado”, afirmou.

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Se a candidatura for confirmada, Arruda deve enfrentar como principal adversária a vice-governadora Celina Leão (PP). Em discurso, disse ter atravessado um “deserto de 15 anos” e agradeceu o apoio político.

Detalhes do evento

O evento reuniu parlamentares do PSD e nomes do PL, como o deputado Alberto Fraga (DF), que atacou o governador Ibaneis Rocha (MDB). “Ele vai perder a eleição no voto”, disse.

O PL, contudo, tem compromisso formal com Celina Leão no DF e deve apoiar Ibaneis Rocha para o Senado, o que limita o espaço da legenda na disputa local. Fraga criticou o partido e reagiu a acusações de traição feitas nos bastidores.

Arruda deixou o PL depois de avaliar que teria apenas espaço para concorrer a deputado federal. Também negociou filiação com o Avante antes de fechar com o PSD.

A condenação de Arruda

STJ José Arruda
José Roberto Arruda foi condenado por improbidade administrativa | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em outubro, a 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, por unanimidade, a condenação de Arruda por improbidade administrativa, ligada a contratos do governo do DF com a empresa Linknet, o que pode gerar inelegibilidade por oito anos. A acusação envolve superfaturamento e reconhecimento de dívidas que somaram R$ 101,3 milhões.

A defesa sustenta que uma lei sancionada em 2021 limita o acúmulo do prazo de inelegibilidade a 12 anos. Arruda foi senador de 1995 a 2001 e governador do DF de 2007 a 2010.

Ele também responde a outras condenações, incluindo casos ligados ao painel do Senado e à Operação Panatenaico, que investigou desvios nas obras do Estádio Mané Garrincha para a Copa de 2014.

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Tudo a ver com está figura condenada e absolvida pelo Supremo, caminha rumo a um partido socialista, comuna, populista e que também sobrevive através da miséria do povo. Mais um na trupe para dilapidar os impostos dos brasileiros.🤡

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