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Política

Itamaraty pede mais de R$ 70 milhões extras para fechar contas

Entre as despesas citadas, destacam-se R$ 35 milhões destinados ao pagamento de aluguéis de chancelarias e residências no exterior

mauro vieira - governo lula - donald trump
De acordo com o Itamaraty, os compromissos financeiros do mês somam R$ 240 milhões | Foto: Pedro França/Agência Senado

Com o orçamento mensal comprometido, o Itamaraty buscou apoio financeiro extra junto ao Ministério da Fazenda depois de constatar que os recursos disponíveis não seriam suficientes para cobrir as despesas previstas para este mês.

O ofício, enviado na quinta-feira 2, detalha que o valor liberado em setembro, de R$ 168 milhões, fica abaixo do necessário para quitar todas as obrigações nacionais e internacionais do Itamaraty em outubro.

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De acordo com o Itamaraty, os compromissos financeiros do mês somam R$ 240 milhões, o que representa um déficit de R$ 72 milhões em relação ao orçamento atual. O jornal Folha de S.Paulo teve acesso ao ofício enviado ao Ministério da Fazenda.

Entre as despesas citadas, destacam-se R$ 35 milhões destinados ao pagamento de aluguéis de chancelarias e residências no exterior, além de outros R$ 16 milhões para manter o funcionamento das representações diplomáticas fora do país.

Itamaraty limitou viagens de diplomatas

Em junho, o Itamaraty determinou a redução de gastos, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Uma circular interna orientou cortes nas despesas e limitou as viagens de diplomatas.

O comunicado diz que “o cenário de severas restrições orçamentárias impõe ao Itamaraty o
aprofundamento das medidas de austeridade”.

As viagens serão restritas a casos “fundamentais e inadiáveis” e só vão ocorrer
quando não houver alternativa de participação virtual.

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O Ministério das Relações Exteriores é uma das pastas com o menor orçamento do governo Lula. No ano passado, o governo destinou R$ 5,17 bilhões ao Itamaraty, o equivalente a 0,11% dos gastos públicos, de acordo com o Portal da Transparência.

A medida resultou no cancelamento de missões que estavam previstas. Um diplomata, que falou reservadamente ao Estadão, disse que as reduções e os contingenciamentos “sempre afetam o planejamento” , mas que são comuns no serviço público.

Leia também: “Diplomacia dos excluídos”, artigo de Uiliam Grizafis publicado na Edição 286 da Revista Oeste

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3 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Casta de desonestos e manipuladores da verba pública. Vivem mamando na teta do Governo, e o retorno é zero para a sociedade.

  2. A-DDS
    A-DDS

    Problema facílimo de resolver, basta tirar 100 milhões do 1 BILHÃO gastos pelo “stf”.

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