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Política

Irmãos Brazão depõem na Câmara em processo que pode cassar Chiquinho

Ambos são acusados de ser mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista

PGR aponta que motivo do assassinato de Marielle, encomendado pelos irmãos Brazão, foi 'disputa política' e ameaça a interesses, como grilagem de terras | Fotos: Mario Agra/Câmara dos Deputados e TV Globo
PGR afirma que motivo do assassinato de Marielle, encomendado pelos irmãos Brazão, foi 'disputa política' e ameaça a interesses, como grilagem de terras | Fotos: Mario Agra/Câmara dos Deputados e TV Globo

Os irmãos Chiquinho (sem partido-RJ) e Domingos Brazão vão prestar depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 16. Presos, ambos falarão a distância no processo que pode levar à cassação do deputado federal Chiquinho, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018.

Na segunda-feira 15, o colegiado ouviu, entre outras testemunhas, o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele foi elencado como testemunha do parlamentar.

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Os três são réus no Supremo Tribunal Federal (STF) pela suspeita de serem os mentores intelectuais do assassinato da vereadora. Os três estão presos desde março.

A defesa do parlamentar apresentou outras testemunhas que não foram prestar esclarecimentos, como o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e o ex-policial militar Élcio de Queiroz, que confessou ter participado do crime.

A prisão dos irmãos Brazão no caso Marielle

Além do deputado, foram presos seu irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão; e o ex-chefe de Polícia Civil do Estado, delegado Rivaldo Barbosa. Os três negam participação no assassinato.

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Conforme a Polícia Federal, a função do delegado era garantir “imunidade” aos envolvidos para que o inquérito não chegasse aos responsáveis pelo crime. Em delação premiada, o ex-policial militar Ronnie Lessa disse que, no segundo trimestre de 2017, Chiquinho, que era vereador do Rio, demonstrou “descontrolada reação” à atuação de Marielle para a votação de um projeto de lei (PL).

+ Chiquinho Brazão: relatora quer ouvir 14 testemunhas em processo de cassação

A proposta deveria regularizar todo um condomínio na região de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, sem respeitar o critério de área de interesse social. Assim, eles iriam obter o título de propriedade para especulação imobiliária. Lessa está preso desde 2019, acusado de ser o autor dos disparos contra Marielle e seu motorista.

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