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Política

Investigação sobre contrato no Paraná cita ex-secretários de Ratinho Jr.

Decisão judicial menciona nomes ligados à administração estadual e detalha suspeitas que envolvem licitação realizada em 2019

O governador do Paraná, Carlos Roberto Massa Júnior, é filiado ao Partido Social Democrático (PSD)
A apuração menciona Guto Silva, ex-chefe da Casa Civil do Paraná, e Marinho Soares, ex-secretário de Segurança Pública | Foto: Reprodução/Instagram/@ratinho_junior

Dois ex-secretários do governo de Ratinho Júnior (PSD) aparecem em investigações que apuram suspeitas de irregularidades em uma licitação realizada em 2019. O processo trata da contratação de sistemas de treinamento virtual de tiro policial, vencida pela empresa EBTS Empresa Brasileira de Tecnologias e Sistemas.

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Informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, mostram que a apuração menciona Guto Silva, ex-chefe da Casa Civil do Paraná, e Marinho Soares, ex-secretário de Segurança Pública. 

A decisão judicial que autorizou a quebra de sigilo bancário do empresário Adolfo Jachinski Neto, dono da EBTS, reúne os principais elementos do caso. A investigação começou com a circulação de um vídeo nas redes sociais que levantou suspeitas sobre a licitação e levou à abertura de inquérito policial.

O caso ganhou novo impulso em 2022, quando Jonny Braga, ex-sócio de Jachinski, acionou a Justiça para cobrar uma dívida de R$ 4 milhões da empresa. A partir dessa disputa, surgiram áudios entregues às autoridades que passaram a embasar a investigação.

Áudios levantam suspeitas de repasses 

Nos registros analisados, a Justiça afirma que os diálogos fazem referência a agentes da administração estadual no período dos fatos. Os documentos também mencionam suspeitas de transferências de valores a terceiros, com suposta relação com financiamento de campanha. 

Em um dos áudios, Jachinski descreve Guto Silva como a “mão direita do cara” e sugere influência sobre setores estratégicos do governo. O conteúdo também inclui menções a possíveis “acertos” e à busca por recursos.

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Braga declarou à polícia que produziu as gravações. No depoimento, relatou que já sabia, com antecedência, que a EBTS venceria a disputa. Ele também afirmou que empresas teriam atuado de forma combinada para dar aparência de concorrência ao processo. O contrato firmado no ano seguinte estabeleceu pagamento de R$ 3.833.000 pelos serviços.

Procurado pelo jornal Gazeta do Povo, Guto Silva afirmou que “não conhece o empresário citado, jamais foi sócio ou manteve qualquer relação com ele ou com a empresa mencionada”. 

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