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Política

Indígenas mundurukus bloqueiam acesso à COP30, em Belém

Em protesto, eles exigem reunião com Luiz Inácio Lula da Silva para revogação do Plano Nacional de Hidrovias e proteção territorial

Indígenas protestam em frente à COP30
Indígenas protestam em frente à COP30 | Foto: Reprodução/Internet

Na manhã desta sexta-feira, 14, indígenas mundurukus ligados ao Movimento Ipereg Ayu, bloquearam o acesso principal à Blue Zone, da COP30, em Belém. O protesto aconteceu próximo ao centro de convenções e exigiu respostas imediatas do governo federal.

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Com a entrada bloqueada, delegados e participantes da conferência precisaram utilizar uma via alternativa, normalmente reservada para saída. O evento reforçou a segurança no local, com atuação destacada das Forças Armadas para garantir a ordem.

Reivindicações e críticas dos mundurukus na COP30

Portal de acesso à Conferência do Clima, em Belém | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Portal de acesso à Conferência do Clima, em Belém | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os manifestantes reivindicaram uma reunião urgente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pediram a revogação do Decreto nº 12.600/2025. Eles também solicitaram proteção contra grandes projetos em terras indígenas e denunciaram impactos ambientais das hidrovias.

O decreto estabelece o Plano Nacional de Hidrovias, de modo a priorizar os rios Tapajós, Madeira e Tocantins para o transporte de cargas. Segundo os mundurukus, essa medida facilita novas dragagens e amplia o risco de danos ambientais e sociais irreversíveis na região.

Leia também: “O fiasco da COP30”, reportagem de Carlo Cauti e Sarah Peres publicada na Edição 296 da Revista Oeste

Os representantes indígenas disseram que a decisão pode levar ao derrocamento de pedras sagradas e à expansão de portos privados nas bacias do Tapajós e do Xingu. Ainda segundo a reivindicação, isso afetaria diretamente seus territórios e modos de vida tradicionais.

O grupo destacou ainda que os grandes empreendimentos em suas terras ocorrem sem consulta prévia, livre e informada, como determina a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Leia mais: “A COP e a Copa”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 296 da Revista Oeste

Leia também: “Por que não fazemos uma COP da comida?”, artigo de Antonio Cabrera publicado na Edição 288 da Revista Oeste

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