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Política

Indicações de Lula decepcionam mulheres, diz ministra do STM

Feminista critica escolhas de presidente para postos como os do Supremo Tribunal Federal

maria elizabeth rocha
A ministra Maria Elizabeth Rocha (centro) é eleita presidente do STM para um mandato-tampão até 2015 - 16/6/2014 | Foto: Reprodução/Twitter/X

A ministra Maria Elizabeth Rocha, que vai assumir em março deste ano a presidência do Superior Tribunal Militar (STM), criticou as escolhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Poder Judiciário. Conforme a magistrada, as decisões têm frustrado as expectativas quanto a uma maior representatividade das mulheres. 

“É extremamente frustrante, triste e decepcionante, porque o presidente Lula não tem entregado a nós, mulheres, aquilo que ele prometeu”, disse a ministra, em entrevista ao jornal O Globo. Maria Elizabeth é a única mulher a compor o STM desde sua criação, em 1808. 

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Mulheres estão ressentidas, segundo Elizabeth

Segundo ela, as magistradas não escondem ressentimento diante da ausência de avanços na inclusão feminina. “Vamos ver como será agora com as próximas indicações para o STJ. Tudo que se comenta é que serão homens, mas tomara que ele nos surpreenda”.

A atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem apenas uma mulher entre os 11 integrantes, é um dos motivos do descontentamento. Desde a aposentadoria de Rosa Weber, em setembro de 2023, a ministra Cármen Lúcia ocupa sozinha esse espaço. A escolha de Flávio Dino para suceder Weber foi alvo de críticas por ignorar pedidos que defendiam a nomeação de uma mulher negra.

Ministra advogou para ‘mensaleiros’

Para a ministra, a exclusão das mulheres no Judiciário reflete um problema estrutural. “Porque nós pensamos que estamos dentro, mas não estamos na verdade. É uma falsa percepção da realidade. Eu procuro defender a voz das minorias, mas não só das mulheres, já que eu sou a única do meu gênero [no STM]”.

Feminista e ex-advogada de políticos que participaram do escândalo do Mensalão, Elizabeth afirma que “defende a voz de pessoas excluídas em uma sociedade que ainda é uma sociedade de homens, brancos, heterossexuais e de classe média. O Judiciário é composto majoritariamente por esse formato de magistrados”.

Lula também nomeou Cristiano Zanin, seu ex-advogado pessoal, para substituir Ricardo Lewandowski no STF, decisão que desconsiderou apelos por maior diversidade na Corte. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente indicou dois juristas homens para a composição titular, enquanto duas mulheres negras ficaram como suplentes.

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2 comentários
  1. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Triste saber que as mulheres ainda não saibam de quem se trata. Não sabe escolher nem para ele que dirá para ministérios e cargos que realmente requeiram preparação e competência.

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