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Política

Indicação de Messias ao STF expõe mal-estar entre Lula e Alcolumbre

Presidente do Senado não foi avisado previamente da decisão do petista, e aliados veem ‘quebra de cortesia institucional’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre | Foto: Reprodução/X
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre | Foto: Reprodução/X

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de anunciar Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF) sem comunicar previamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abriu um foco de tensão entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso. 

O episódio, ocorrido durante o feriado, foi lido no Senado como uma quebra de cortesia política e de interlocução mínima entre os Poderes. As informações são do site g1.

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+ Base governista comemora indicação de Messias ao STF

De viagem ao Amapá, Alcolumbre negou ter sido informado previamente sobre a indicação do advogado-geral da União ao cargo: “Não recebi nenhum telefonema do presidente Lula, nem mesmo do líder do governo, Jaques Wagner, sobre a indicação de Messias”.

A declaração surpreendeu os congressistas porque Alcolumbre é justamente quem conduzirá a sabatina e a votação que decidirão o futuro do indicado ao STF. Além disso, o senador vinha atuando nos bastidores pela nomeação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, o que intensifica a leitura de que houve um “descompasso” entre Planalto e Senado.

Aliados de Alcolumbre criticam anúncio no feriado

Alcolumbre articulava a indicação de Pacheco para o STF | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ainda segundo o g1, senadores próximos a Alcolumbre consideraram o gesto do governo “inoportuno”. Para eles, seria de bom tom comunicar a indicação ao presidente do Senado antes do anúncio público, dado o papel central que ele exercerá na tramitação.

+ Oposição reage à indicação de Messias ao STF: ‘A blindagem é evidente’

O clima de irritação também repercute dentro do próprio STF. Ministros próximos a Lula vinham defendendo abertamente o nome de Pacheco, em reconhecimento à atuação dele durante a crise institucional de 2022. O anúncio de Messias foi interpretado como o sepultamento definitivo dessa articulação.

O futuro incerto de Pacheco

rodrigo pacheco fora do stf
O senador Rodrigo Pacheco pode ser candidato ao governo de Minas Gerais em 2026 | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Antes da oficialização, Lula conversou pessoalmente apenas com Rodrigo Pacheco, na segunda-feira 17. Segundo relatos, o senador avaliou que sua ida ao Supremo estava encerrada e teria informado ao presidente que não pretende disputar as eleições de 2026, indicando possível encerramento da vida política. Lula, contudo, manifestou interesse em vê-lo candidato ao governo de Minas Gerais. 

O petista já vinha ao longo do ano demonstrando interesse pelo nome de Pacheco ao governo mineiro, com a saída do atual chefe do Executivo, Romeu Zema (Novo), da disputa — sem possibilidade de reeleição, ele é pré-candidato à Presidência da República.

Sabatina de Messias

jorge messias
O advogado-geral da União, Jorge Messias | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), buscou minimizar o desconforto e demonstrou confiança na aprovação do nome de Messias. Ele ainda cobrou “reciprocidade” da oposição, afirmando que apoiou os indicados de Jair Bolsonaro para o STF.

“Nunca trabalhei contra André Mendonça nem contra Nunes Marques”, disse Wagner. “A bancada do PT votou a favor dos indicados de Bolsonaro. Espero reciprocidade e que não trabalhem contra Messias, porque a indicação é prerrogativa do presidente da República.”

A declaração, entretanto, não foi suficiente para acalmar os ânimos. A votação apertada que reconduziu Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República — 45 votos, apenas quatro acima do mínimo — acendeu um alerta no Planalto. O entorno de Lula avalia que, se não houver articulação direta do presidente, Messias corre risco de não atingir os 41 votos necessários.

Resistência interna

Na escolha de Messias, Lula repetiu o critério da “confiança pessoal”, já utilizado para indicar Cristiano Zanin e Flávio Dino ao STF. Para o governo, o perfil evangélico do advogado-geral pode atrair votos conservadores — inclusive de ministros como André Mendonça, que compartilham a mesma vertente religiosa.

Por outro lado, o gesto irritou a ala do Supremo que defendia o nome de Pacheco. Segundo esses ministros, o presidente do Senado representava “segurança institucional” e havia desempenhado papel fundamental para o governo.

5 comentários
  1. Luiz Carlos Fontana
    Luiz Carlos Fontana

    Qto custará os votos dos senadores q se corromperão? Alguma dúvida nisso? Este SENADO tem uns 60 SENADORES C O V A R D E S. Morrem de medo do CABEÇA DE OVO, GILMAU MENDES, COMUNISTA DINO,……,

  2. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Gente burra não aprende enquanto não apanha muito!!!! Alcolumbre, Pacheco e tantos outros bajuladores do apedeuta levaram um cacete glorioso!!!!

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