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Política

General Heleno não quer ser obrigado a depor na CPMI do 8 de Janeiro

Ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional tem oitiva marcada para a terça-feira 26

O pedido da defesa de Heleno está nas mãos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), pediu que seu cliente não seja obrigado a prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro. Os advogados do militar entraram com o pedido no domingo 24.

No documento, os advogados Eduardo Ubaldo Barbosa, Mariana Albuquerque Rabelo e Matheus Mayer Milanez alegam que Heleno estaria na iminência de sofrer constrangimento na CPMI, o que justificaria a ausência do militar na comissão.

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Leia mais: “Torres, Cid e general Heleno: as primeiras convocações da CPMI do 8 de Janeiro”

O pedido da defesa de Heleno está nas mãos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado ainda não analisou a solicitação.

Depoimento de Heleno à CPMI está programado

Os advogados do militar entraram com o pedido no domingo 24 | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A oitiva do ex-ministro-chefe do GSI está marcada para a terça-feira 26. Alvo de nove requerimentos, o general seria interpelado sobre seu suposto envolvimento nos atos de vandalismo do 8 de janeiro, em Brasília.

Conforme a ala governista, pessoas indicadas pelo general ao GSI ainda estavam nos cargos quando participaram da manifestação. A base do governo ainda deve questionar o general Heleno sobre uma reportagem da Agência Pública.

A matéria afirma que, durante a gestão do general, o GSI recebeu pessoas envolvidas com os atos de vandalismo. Entre os visitantes, estaria uma pessoa presa em flagrante durante as invasões das sedes dos Três Poderes.

Atentado no Aeroporto Internacional de Brasília

Já na quinta-feira 29, a CPMI vai ouvir o depoimento de Alan Diego dos Santos, condenado a cinco anos e quatro meses de prisão por tentar explodir uma bomba nos arredores do Aeroporto Internacional de Brasília.

O ato aconteceu em 24 de dezembro e contou com a participação de outras duas pessoas: George Washington de Oliveira Sousa e Wellington Macedo de Souza. Ambos já foram ouvidos pela CPMI.

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