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Política

Haddad espera safra recorde para conter preço dos alimentos

Estudo do BC evidenciou disparada do valor da comida

Fernando Haddad
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) durante coletiva para explicar o pacote de gastos do governo | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que a pressão sobre os preços dos alimentos deve diminuir nos próximos meses com a queda do dólar e a safra recorde em 2025. A declaração foi dada nesta terça-feira, 4.

“O dólar estava a R$ 6,10, está a R$ 5,80, isso já ajuda muito”, afirmou o ministro ao ser perguntado sobre a mais recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que demonstrou um “cenário adverso” para a inflação dos alimentos. Além disso, Haddad disse estar “muito confiante” com a safra de 2025, a qual acredita que será “muito forte”.

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A ata do Copom destacou que os preços dos alimentos se elevaram de forma significativa, em função da estiagem observada ao longo do ano passado e da elevação de preços de carnes, também afetada pelo ciclo do boi.

O ministro da Fazenda observou que variáveis econômicas como o câmbio e a inflação devem se estabilizar. Ele lembrou que o governo e o Congresso promovem um esforço de contenção de R$ 30 bilhões no Orçamento, com o objetivo de reduzir pressões fiscais sobre a política monetária.

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O Copom estima que a inflação de 12 meses deverá se manter acima da meta do Banco Central até junho, o que configuraria “descumprimento da meta”. Para Haddad, esse modelo, que prevê uma busca contínua por se manter na faixa de tolerância, “permite uma melhor acomodação” da política monetária pelo BC.

O regime de meta de inflação atual determina que o índice deve ficar em 3% no acumulado em 12 meses, com bandas de 1,5 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Se ficar acima do limite da banda por mais de seis meses seguidos, há o descumprimento da meta.

Haddad apresenta plano econômico e metas para 2025 e 2026

Em janeiro, Haddad apresentou um plano econômico para 2025 e 2026 com 25 metas, divididas em três pilares: estabilidade macroeconômica, transformação ecológica e melhoria do ambiente de negócios.

Segundo Haddad, no pilar da estabilidade macroeconômica, o plano pretende fortalecer o arcabouço fiscal para garantir uma expansão sustentável do Produto Interno Bruto, com desemprego e inflação baixos.

fernando haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Diogo Zacarias/MF

Entre as medidas está uma reforma tributária progressiva, que isenta quem ganha até R$ 5 mil mensais e introduz um imposto mínimo para os mais ricos. A proposta também inclui limitar os “supersalários” no setor público e reformar a previdência dos militares, ainda não votada no Congresso.

Na melhoria do ambiente de negócios, o governo pretende implementar uma nova Lei de Falências e fortalecer a proteção aos investidores no mercado de capitais. A regulamentação econômica das grandes empresas de tecnologia, as big techs, também é uma prioridade, assim como a modernização do marco legal para preços e medicamentos.

Leia também: “Funcionários do Banco Central estão comprando dólares”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 238 da Revista Oeste

Segundo o governo, o plano inclui o projeto de lei para conformidade tributária e aduaneira, que valoriza o bom pagador de impostos e responsabiliza o devedor contumaz. Além disso, estudantes do programa Pé-De-Meia poderão investir em títulos do Tesouro ou na poupança.

No pilar da transformação ecológica, Haddad informou que as metas visam a descarbonizar a economia e conter o aquecimento global. Destacam-se a emissão de títulos sustentáveis para o Fundo Clima e o avanço do mercado de carbono.

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2 comentários
  1. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    Cínico! Nunca apoiou o Agro e vive denegrindo a imagem dos produtores e agora conta com eles para lhe salvar o rabo.

  2. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Esse poste entende tanto de economia, igual um esquerdista honesto… Não existe!

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