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Política

Haddad diz que rejeição a Messias enfraquece a Presidência da República

Ex-ministro da Fazenda classifica veto do Senado como 'gesto incompreensível' e tenta minimizar a derrota sofrida pelo governo Lula

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: Lula Marques/ Agência Braasil
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quinta-feira, 30, que a rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) representa um “enfraquecimento da instituição Presidência da República”. Messias recebeu 42 votos contrários e 34 a favor nesta quarta-feira, 29, se tornando o primeiro indicado à Corte barrado pelo plenário do Senado desde 1894.

Haddad, Jorge Messias e o STF

Segundo Haddad, a presença de Messias no STF traria um perfil técnico necessário ao tribunal. “Nós teríamos um reforço no Supremo Tribunal Federal com alguém com um olhar de Estado, porque ele não vem de escritório privado, ele é um advogado público”, afirmou o petista em entrevista ao portal Metrópoles.

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O ex-ministro também ligou a atuação de Messias à segurança pública e fiscal. “Nós instalamos uma delegacia de combate ao crime organizado na Receita Federal”, disse. “Nós estamos organizados com a liderança do Messias inclusive para fazer esse trabalho de combate à corrupção. Esses casos todos contaram com uma Advocacia-Geral da União de prontidão para ajudar os ministérios a fazerem o que tinha que ser feito.”

Leia mais: “Celso de Mello critica Senado por rejeição a Jorge Messias

Segundo Haddad, o Senado ignorou a atuação de Messias no enfrentamento a esquemas criminosos. “O Messias deu sustentação ao Ministério da Fazenda para acabar com alguns esquemas de corrupção de anos, como o caso da Reag, o caso do Master, o caso da Refit, grandes esquemas de corrupção, como o caso do INSS, foi desbaratado também nesse governo”, declarou.

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Apesar do desfecho negativo, o ex-ministro sustentou que o presidente Lula sai fortalecido de embates legislativos. No entanto, admitiu o impacto pessoal da derrota. “Para mim, teve um gosto amargo, porque ele seria um grande ministro do STF”, declarou.

Leia mais: “Messias compartilha versículo bíblico sobre ‘inimigos’ depois de rejeição histórica

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