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Política

Haddad: transferência ampla de votos de Bolsonaro para Flávio desafia lógica eleitoral

Ministro afirma que avanço do senador não segue padrões e representa um caso raro de adesão espontânea

Flavio Bolsonaro político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL) e atual Senador da República pelo Rio de Janeiro
Haddad deu a declaração na terça-feira 10, durante um evento do banco BTG Pactual | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a transferência de apoio de Jair Bolsonaro ao seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foge ao padrão político-eleitoral. Segundo o petista, o movimento se destaca por ocorrer de maneira “quase automática”, sem depender da figura específica do candidato.  

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Haddad deu a declaração na terça-feira 10, durante um evento do banco BTG Pactual. Interpelado sobre a disputa presidencial deste ano, ele comentou o avanço da pré-candidatura do senador. Segundo o petista, o eleitorado vinculado ao ex-presidente tem demonstrado disposição para apoiar qualquer nome que ele endosse.

“É muito curioso do ponto de vista político-eleitoral, porque é uma transferência de voto quase que independente do candidato”, disse. “É assim que vejo o fenômeno, que é coisa rara na política. Tanto é que você viu que, a partir do momento que se firmou a candidatura do Flávio, ele foi angariando apoio equivalente ao de qualquer outro possível candidato do campo bolsonarista.”

Pesquisa indica vantagem de Flávio sobre Lula em SP

A leitura de Haddad encontra respaldo em dados de intenção de voto. Em São Paulo, por exemplo, levantamento do Paraná Pesquisas mostra Flávio 4,1 pontos porcentuais à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o estudo, o senador tem 37,8% das preferências no Estado, contra 33,7% de Lula. No mesmo cenário, o instituto incluiu outros cinco nomes. Ratinho Júnior (PSD) tem 8,2%; Romeu Zema (Novo), 3,2%; Tereza Cristina (PP-MS), 2,7%; Renan Santos (Missão), 2,2%; e Aldo Rebelo (Democracia Cristã), 1,3%.

Nesta quarta-feira, 11, Flávio afirmou que a disputa pelo Planalto será uma escolha entre o “caminho da prosperidade” e o “caminho das trevas”, em referência a Lula — sem espaço para uma terceira via.

“Todo mundo está vendo que há uma clara opção, por parte da grande maioria do eleitorado, que coloca Flávio Bolsonaro e o candidato ‘das trevas’ com pisos muito altos”, disse o senador. “Mas tenho certeza de que essa possível terceira via, não estando, não passando para o segundo turno, não vai caminhar com o Lula também.”

4 comentários
  1. Wilson Marcos Santos
    Wilson Marcos Santos

    Simples.

    O POVO entendeu que mentiram, abusaram da Constituição e violaram Direitos Humanos para prender e inviabilizar a candidatura de Bolsonaro, que seria eleito com ampla maioria.
    Portanto, aquele que Bolsonaro indicou, seu filho Flávio, vai ser eleito no lugar dele.
    Se trata de um voto naquele que melhor representa a mudança de rumo do país para uma democracia e que não vai apoiar ditadores e teocracias misóginas ou o Islã radical.

  2. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    Sim, o normal seria continuar apoiando o LADRÃO e trazer mais votos a ele, afinal, no pensamento esquerdista, somos todos TROUXAS e JUMENTOS como seus militantes ou INTERESSEIROS como muitos artistas decadentes

  3. RONALDO DE OLIVEIRA SILVA
    RONALDO DE OLIVEIRA SILVA

    Preparem-se BRASILEIROS. Com essa do LADRAO HADDAD, possivelmente o STF ira JULGAR (JOGAR) GUELA ABAIXO que os BRASILEIROS não estao preparados para votar nessas próximas eleições, uma vez que só estão enxergando os INDICADOS PELO BOLSONARO.

  4. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    O que o Haddad não tem condições de entender é que o povo já se cansou das pautas da esquerda que não trazem nenhum benefício ao país e não melhoram a vida do povo. Coisas como “ideologia de gênero”, “inclusão”, “transição energética”, “linguagem neutra”, e outras idiotices do mesmo tipo, não empolgam mais ninguém. Não se trata de transferência de votos, trata-se simplesmente que a esquerda já cansou, já acabou, e qualquer um que represente o oposto de tudo isso, vai ganhar a eleição, tenha o sobrenome Bolsonaro ou não.

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