publicidade
Política

Haddad afirma que Lula acionou AGU para avaliar reação à derrubada do IOF

Ministro diz que medida corrigia brechas deixadas por governo anterior

Em audiência no Senado Federal, o ministro Fernando Haddad afirmou que 'se essa queda de braços continuar' o governo vai para um 'embate mais firme' contra as bets | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Em audiência no Senado Federal, o ministro Fernando Haddad afirmou que 'se essa queda de braços continuar' o governo vai para um 'embate mais firme' contra as bets | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 27, que o presidente Lula da Silva acionou a Advocacia-Geral da União (AGU). O objetivo foi analisar se a decisão da Câmara dos Deputados, de revogar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras, seria uma interferência nas atribuições do Poder Executivo.

“Em relação à decisão do presidente, ele pediu à AGU que analisasse se o decreto legislativo usurpa uma prerrogativa do Executivo. Se a resposta for positiva, ele deve recorrer à Justiça”, declarou o ministro, em entrevista à GloboNews.

Receba nossas atualizações

Haddad admite possível contestação na Justiça 

Conforme Haddad, se a AGU entender que houve invasão de competência, Lula terá que contestar judicialmente a decisão do Congresso, pois jurou cumprir a Constituição e não pode renunciar a atribuições que cabem principalmente ao Executivo. “Eu não vejo omissão, muito pelo contrário. Tudo passou pela mesa do presidente. Inclusive a renegociação do decreto sobre o IOF”.

Leia também: “Raio-x de um governo taxador”

O ministro reforçou que o aumento do IOF não tinha objetivo arrecadatório, como alegaram parlamentares contrários à medida. De acordo com ele, tratava-se de corrigir distorções herdadas do governo anterior, que permitiam o uso de mecanismos artificiais para reduzir a carga tributária.

Haddad afirmou que, até o fim de 2022, algumas modalidades de crédito eram tributadas com alíquotas superiores a 6%, sem que houvesse contestação. “Tem operações de crédito que eram maquiadas para driblar o imposto. Nós fechamos essa brecha”.

Ao comentar os possíveis impactos fiscais da decisão do Congresso, o ministro evitou detalhar eventuais revisões na meta de resultado primário, mas sinalizou preocupação com os efeitos da revogação. “Não aumentamos imposto, corrigimos um drible”.

Leia mais notícias de Política na Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Carlos Henrique Soares
    Carlos Henrique Soares

    Zé do taxao entende de economia, igual eu entendo de foguete!

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade