O ministério do Turismo passa a ter novo comando a partir desta terça-feira, 23, com a posse de Gustavo Damião Feliciano, de 42 anos. Ele assume o cargo depois da saída de Celso Sabino.
O ex-ministro deixou a função ao enfrentar pressões políticas e conflitos com integrantes do União Brasil. A nomeação do sucessor teve oficialização por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia seguinte à renúncia.
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Oriundo de uma família tradicional na política paraibana, Feliciano é filho da ex-vice-governadora Lígia Feliciano (PSD) e do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB). Formado em Direito, o novo ministro já atuou tanto no setor privado quanto no meio acadêmico e na administração pública de seu estado de origem.
Experiência acadêmica e trajetória no serviço público
A experiência de Feliciano inclui uma passagem como diretor-presidente da Unesc, instituição de ensino superior localizada em Campina Grande. Lá, se dedicou à gestão acadêmica, à infraestrutura, à relação com docentes e ao atendimento aos alunos. A Unesc, fundada e anteriormente presidida por sua mãe, conta atualmente com mais de 360 estudantes matriculados.
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Sua trajetória no serviço público começou em 2019, quando Feliciano assumiu o cargo de secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba durante a gestão de João Azevêdo. Nesse período, coordenou projetos para fomentar a economia local por meio do turismo e participou das primeiras articulações do Polo Turístico Cabo Branco, considerado pelo Ministério do Turismo o maior complexo turístico planejado do Nordeste.
Apesar da previsão inicial do governo estadual de entregar parte do Polo Turístico Cabo Branco no Réveillon de 2025, até o momento o local permanece sem abertura ao público. Em março de 2024, o então ministro Celso Sabino visitou as obras em João Pessoa e anunciou investimentos de cerca de R$ 35 milhões para ampliar a infraestrutura turística da região.
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Gustavo deixou a Secretaria em dezembro de 2021 para tentar uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba nas eleições de 2022. Ao justificar sua saída, explicou: “A decisão foi porque não tenho como conciliar, não sei contribuir pela metade, o cargo de secretário requer muita responsabilidade, não seria prudente conciliar as duas coisas”.
Caminho político e influência familiar de Gustavo Feliciano
No entanto, em março de 2022, desistiu da candidatura antes do início oficial da campanha e seguiu no cargo de secretário. No campo partidário, Feliciano liderava o PDT em Campina Grande desde 2016, mas a Executiva Nacional destituiu-o em abril de 2022, depois da saída de seu pai do partido, o que enfraqueceu a influência familiar na legenda.
Na ocasião, Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, declarou que Damião Feliciano teve a confiança do partido por mais de dez anos, mas que sua saída, próxima ao pleito, tinha como objetivo deixar a família no comando da sigla. “Não seria sucursal de ninguém”, disse Lupi. Desde então, Gustavo Feliciano seguiu atuando politicamente sem ocupar cargos no governo, mantendo articulações e alianças por meio de sua rede familiar.





































Tão experiente em turismo na Paraíba ( deve ser pós graduação) que o Estado está devendo o 13° aos funcionários públicos.Alias os chamados ministros,presidentes da Câmara e senado são escolhidos a dedo pra ajudar na roubalheira.