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Política

Governo Lula entende que EUA vão querer contrapartidas para reduzir tarifas

Planalto avalia que Trump quer algo em troca do alívio nas taxações

Os presidentes Donald Trump e Lula da Silva durante encontro na Malásia, nesta segunda-feira, 27 | Foto: Reprodução/Twitter/X
Mesmo sem saber o que os EUA podem exigir, o Planalto já considera inevitável algum tipo de pedido em troca de novos avanços | Foto: Reprodução/Twitter/X

O governo Lula entende que os Estados Unidos (EUA) vão querer contrapartidas para reduzir ainda mais as tarifas sobre produtos brasileiros.

A gestão Trump suspendeu a sobretaxa de 40% sobre exportações brasileiras de carne, café e outros itens do agronegócio. No entanto, a indústria continua como principal prejudicada, já que os manufaturados permanecem sob o tarifaço.

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Dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que 22% das exportações brasileiras aos EUA ainda enfrentam a tarifa de 40%. Outros 15% estão sob uma sobretaxa menor, de 10%. Segundo os dados de 2024, o Brasil vendeu US$ 40,4 bilhões para o mercado norte-americano.

Desse total, US$ 8,9 bilhões continuam taxados em 40%, US$ 6,2 bilhões seguem sob a tarifa de 10% e outros US$ 10,9 bilhões enfrentam as medidas da chamada Seção 232, que trata de alegações de segurança nacional. Apenas US$ 14,3 bilhões das exportações escapam de qualquer sobretaxa.

Mesmo sem saber o que os EUA podem exigir, o Planalto já considera inevitável algum tipo de pedido em troca de novos avanços. O governo Lula ainda aguarda os próximos passos.

Governo quer aproveitar diálogo para remover sanções contra Moraes

Ao mesmo tempo, o Brasil quer aproveitar a reabertura do diálogo com os EUA para rever sanções impostas a autoridades do país. A suspensão de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão entre os pontos mais sensíveis.

+ Leia também: “Congresso vota pautas que elevam a tensão com o governo Lula”

Nos bastidores, o governo reconhece que aliados de Trump tentaram inserir o nome de Jair Bolsonaro nas primeiras conversas, mas o assunto não teve continuidade. Para o Planalto, as sanções se tornaram politicamente desnecessárias com a retomada da diplomacia bilateral.

2 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Que nada o Trump reduziu apenas o que ele precisa e o gatuno daqui acha que conseguiu

  2. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Da Silva nem sabe o que fala. Sob efeito de pinga , então,aí que piora.

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