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Política

Governo Lula corta verbas de comunidades terapêuticas para dependentes químicos

Ministério da Saúde deixou de reconhecer as entidades como organizações sociais

A decisão ocorreu depois de associações criticarem a atuação das comunidades terapêuticas | Foto: Divulgação/Salve a Si
A decisão ocorreu depois de associações criticarem a atuação das comunidades terapêuticas | Foto: Divulgação/Salve a Si

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva cortou verbas destinadas às comunidades terapêuticas para dependentes químicos. A decisão foi publicada em resolução na última quarta-feira, 24, no Diário Oficial da União.

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O corte foi realizado pelo Conselho Nacional de Assistência Social, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O órgão não reconhece mais as comunidades terapêuticas como organizações sociais. Dessa forma, as entidades não poderão mais ser financiadas com recursos públicos destinados à área.

De acordo com o jornal O Globo, o documento considera que as comunidades terapêuticas não cumprem com os requisitos necessários para participar do Sistema Único de Assistência Social (Suas). A administração federal estabeleceu 90 dias para que os governos estaduais e municipais cancelem as inscrições destas entidades.

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A decisão ocorreu depois que cerca de cem associações de saúde mental e de militância antimanicomial — que trata sobre pessoas com sofrimento mental — escreveram uma carta-manifesta a Lula. O documento foi enviado durante a Quinta Conferência Nacional de Saúde Mental, em agosto do ano passado.

As entidades criticam a atuação das comunidades terapêuticas. Eles alegam que os tratamentos são ineficazes e violam direitos. Segundo as associações, os locais que atendem dependentes químicos se baseiam na abstinência e laborterapia — trabalho forçado — como método para se libertar do vício.

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Até o decreto desta semana, o governo financiava 602 comunidades terapêuticas com mais de 14 mil vagas. As parcerias entre essas entidades e a administração pública tiveram início em 2010, quando o Ministério da Justiça lançou o programa “Crack, é possível vencer”, durante o governo Lula.

Comunidades terapêuticas ganharam mais investimentos no governo Bolsonaro

Barracos improvisados lotam a rua de uma área central ocupada por usuários de drogas conhecida popularmente como Cracolândia em São Paulo, SP — 12/1/2014 | Foto: Shutterstock/Nelson Antoine

As parcerias entre o governo e as comunidades avançaram no governo de Michel Temer e, principalmente, de Jair Bolsonaro, que defende o modelo. Em 2020, 27 mil pessoas foram acolhidas nessas comunidades e mais de R$ 130 milhões investidos, segundo O Globo.

Membros do governo têm sido críticos ao modelo de tratamento proposto por essas entidades. Lula chegou a fazer algumas alterações na estrutura da administração, com a extinção da Secretaria Nacional de Cuidados e Prevenção às Drogas no Ministério da Cidadania.

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No lugar, ele criou o Departamento de Entidades de Apoio e Acolhimento Atuantes em Álcool e Drogas (Depad), vinculado ao MDS, com verba de R$ 273 milhões. Porém, associações continuaram a cobrança para o fim do financiamento das comunidades terapêuticas.

Ao O Globo, porém, o MDS informou que a publicação da resolução não afeta o financiamento de entidades, por serem reguladas por outro decreto de 2019, que aprovou a nova Política Nacional sobre Drogas.

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3 comentários
  1. FATIMA
    FATIMA

    Óbvio que lule não quer pessoas saudáveis e educadas. Quanto mais pobres e doentes dependentes, mais poder ele ganha. Desgoverno maligno maldito.

  2. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Essas entidades terapêutica se fossem administrada, ops! Se fossem ROUBADAS PELOS CORRUPTISTAS TERIAM AUMENTO NAS VERBAS. FORA LULADRÃO! MORRA LULADRÃO!

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