O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, depois do tornado que atingiu o município nesta última sexta-feira, 7. O fenômeno afetou mais de 10 mil moradores, deixou seis mortos e mais de 700 feridos. A portaria com o reconhecimento está na edição extra do Diário Oficial da União deste sábado, 8.
Wolnei Wolff Barreiros, secretário nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional, assinou o documento. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, viajou à região para coordenar as ações federais, seguindo ordens do presidente Lula da Silva, que está em Belém (PA).
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Governo prevê liberar recursos nesta segunda-feira, 10
Conforme Gleisi, o governo deve liberar os recursos nesta segunda-feira, 10. “Fizemos o reconhecimento imediato de calamidade pública. O governo quer juntar forças para ajudar o Paraná, desde a reconstrução mais imediata, alimentação e itens de higiene pessoal, até o planejamento para a reconstrução da cidade”. Empresas privadas, como a rede de lojas Havan, já colaboram no atendimento às vítimas.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, o reconhecimento da calamidade ocorreu principalmente por meio de um protocolo para desastres naturais. O procedimento apoia-se desse modo em relatórios técnicos, registros oficiais, assim como na cobertura jornalística por parte da imprensa. Dessa forma, a rotina ajuda a agilizar o eventual repasse de recursos aos municípios em questão.
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Pelas regras em vigor, cidades com até 50 mil habitantes podem receber até R$ 200 mil para ações emergenciais. Com cerca de 14 mil moradores, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rio Bonito do Iguaçu deve receber o valor máximo.
A ventania ultrapassou 250 km/h, destruiu casas, derrubou árvores e tombou veículos. Registros mostram a devastação de bairros inteiros. Linhas de energia foram rompidas e parte da população ficou sem água. As autoridades também confirmaram uma morte em Guarapuava e duas pessoas desaparecidas.
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