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Política

Governo fecha 2023 com déficit de R$ 230,5 bilhões

Resultado é pior que o esperado por Haddad

Mesmo não considerando o pagamento das dívidas judiciais, o governo ainda teria déficit em 2023, no valor de R$ 138,1 bilhões, segundo o próprio Tesouro | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo federal registrou déficit primário de R$ 230,5 bilhões em 2023, primeiro ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado é equivalente a 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

O Tesouro Nacional divulgou a informação nesta segunda-feira, 29. O resultado compreende as contas do Tesouro, Banco Central e da Previdência Social.

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O déficit (contas no vermelho) é registrado quando as despesas ficam acima das receitas com impostos, os juros da dívida pública. Quando as receitas superam as despesas, o governo atinge o superávit (contas no azul).

Déficit do governo Lula ficou acima do esperado por Haddad

Foram R$ 92,4 bilhões pagos em precatórios por causa de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de novembro | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

No ano passado, o Tesouro e o Banco Central tiveram superávit de R$ 75,7 bilhões. Mas a Previdência teve déficit de R$ 306,2 bilhões.

O valor do déficit de 2023 está acima da projeção do orçamento do ano, que previa déficit de até R$ 228,1 bilhões. Também está acima da última projeção (realizada em novembro), que previa resultado negativo de R$ 177,4 bilhões.

Além disso, o resultado está acima da “meta informal” do governo. Em janeiro de 2023, o ministro da Fazenda Fernando Haddad estimou que o resultado negativo ficaria abaixo de R$ 100 bilhões, o equivalente a 1% do PIB.

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O Tesouro afirma que o resultado foi impactado pelo pagamento de precatórios, títulos de dívida decorrente de decisões judiciais que o governo não pode mais recorrer.

Foram R$ 92,4 bilhões pagos em precatórios por causa de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de novembro. O STF decidiu que a União deveria quitar a dívida com precatórios acumulada em 2022, por causa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios.

Mesmo não considerando o pagamento das dívidas judiciais, o governo ainda teria déficit em 2023, no valor de R$ 138,1 bilhões, segundo o próprio Tesouro. O valor representa 1,27% do PIB.

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10 comentários
  1. Christian
    Christian

    Um Molusco podre que nada sabe sobre economia e um Jumento comandando-a, só pode dar nisso.
    Aliado ao Supremo Talibã Federal, já estão levando o Brasil pro buraco.

  2. Laercio Stella
    Laercio Stella

    Isso demonstra a incompetência, despreparo, irresponsabilidade e falta de aptidão desse Desgoverno no trato da coisa pública. Uma vergonha, um assalto ao bolso dos pagadores de impostos, e ainda querem aumentar mais a carga tributária. Declarações mentirosas do M fazenda, do Lula à cada dia, com promessas de déficit zero; e, o pior, com o apoio da imprensa contratada à peso de ouro para “informar” os feitos da quadrilha, dando ares de que tudo caminha dentro da normalidade. E mais, o IBGE com um “famoso maquiador “de resultados, lá colocado, propositadamente no seu comando, para ARRUMAR A CASA, com índices que não se comparam à pratica, virando até motivo de piadas. Ninguém acredita. Basta desse desgoverno e de seus cumplices, STF e (ex)imprensa, ambos vendidos. A ROUBALHEIRA JÁ PASSOU DE TODOS OS LIMITES!

  3. jorge alves
    jorge alves

    230.5 BILHÕES de DEFICÍT que beleza faz o LLLLL rsss

  4. Ed Camargo
    Ed Camargo

    O truísmo político continua válido: os políticos gastam o dinheiro dos outros para obter votos. A menos e até que os cidadãos decidam votar contra tais candidatos, a onda de gastos continuará.
    A dívida do govermo chegou a 230.5 Bilhões em 2023 e continua subindo como um foguete em direção a estratósfera. Esta projeta no final de 2024 o inacreditável montante de 1 trilhão.
    Quando o Brasil se tornou uma República de autogoverno, os seus arquitectos recorreram à antiguidade em busca de orientação. A cidade-estado ateniense e a república romana forneceram inspiração instrutiva e contos de advertência.
    No seu auge, tanto Atenas como Roma possuíam muitas virtudes, princípios e práticas dignas de serem imitadas ou emuladas pelas novas gerações de povos livres. No entanto, ambas as civilizações declinaram e caíram. Pessoas práticas, as pessoas que lutaram para conseguir que nosso país se tornasse uma República procuraram construir sobre os fundamentos comprovados das conquistas da antiguidade, permanecendo conscientes e determinados a evitar as armadilhas que levaram ao colapso de ambos, nomeadamente os declínios culturais que enfraqueceram as suas capacidades para evitar a sua morte.
    Hoje, é comumente entendido entre os cidadãos como o governo federal mede tudo em valores monetários. A extensão ou escassez de “eficácia”, “liderança”, “progresso” e “compaixão” política – todos são “evidenciados” e medidos pela quantidade de dinheiro gasto (e/ou tributado e arrecadado) para um empreendimento. Os cidadãos estão muito menos conscientes de que podemos medir o declínio do Brasil em tempo real.
    Dentro desta mentalidade do regime petralha de gastar a futura riqueza ainda por ser produzida, podem-se ver paralelos entre o declínio cultural e o desaparecimento final de Atenas e Roma e a nossa própria posição perigosa. Uma cultura em declínio inclina-se para a gratificação imediata, e acredita ter direito aos frutos do trabalho de outras pessoas e considera que seguir os preceitos morais, éticos e legais é algo para tolos, especialmente se estes impedirem a indulgência de caprichos e desejos egoístas dos políticos.
    Em essência, é uma sensação solipsista de viver apenas para o presente. A transformação da coragem em contentamento, do dever em indulgência, do sacrifício em avareza – tudo isso encoraja a transmogrificação de uma república virtuosa que procura formar uma união mais perfeita num caldeirão venal de mendicantes autointitulados que exigem a saciedade dos seus desejos diversos. Ou, em outras palavras: a busca pela felicidade atropelou o dever de formar uma união mais perfeita.
    No ritmo actual, com base nos destinos de Atenas e Roma, podemos arriscar um palpite fundamentado. À medida que a nossa cultura continua a degradar-se, os cidadãos e os políticos darão o pontapé inicial no caminho do declínio civilizacional até que a nossa cancerosa dívida nacional consuma a nossa experiência republicana de autogoverno. Melhor parar por aqui e não contemplar os detalhes sangrentos.

  5. Edson TC
    Edson TC

    Entendo cada vez mais que “fazer o L” é a forma lúdica de enfiar a mão no bolso para pagar as despesas deste “des”governo perdulário que ai está. Mas o que importa é que o amor venceu….

  6. Antonio José Lauria
    Antonio José Lauria

    E ainda aprovaram um reforma fiscal que permite déficit fiscal. Tudo que um governo perdulário precisa. Muita irresponsabilidade.

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