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Política

Governo cria manobra para esconder rombo de R$ 7,5 bi das estatais

Projeto da LDO 2027 estabelece mecanismos para retirar prejuízos de empresas federais do cálculo da meta fiscal

Correios rombo 2025
Grande parte do prejuízo nos Correios se deve a precatórios, segundo a empresa | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agencia Brasil

O governo federal projeta um rombo de R$ 7,5 bilhões nas empresas estatais para 2027. O valor consta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso Nacional. Para evitar que o prejuízo derrube o cumprimento das metas, a equipe econômica criou dispositivos que permitem ignorar parte desse resultado negativo na conta final.

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O plano estabelece uma espécie de “colchão” financeiro. O texto autoriza a exclusão de até R$ 10 bilhões em despesas do cálculo do resultado primário. A regra beneficia principalmente companhias em processo de reestruturação e gastos vinculados ao Novo PAC. Na prática, o governo retira o impacto do déficit dessas empresas do balanço oficial da União.

Crise nos Correios

Os Correios figuram como o principal foco de preocupação fiscal. A estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e admite que não terá lucro antes de 2028. O novo mecanismo orçamentário permite que eventuais aportes do Tesouro para salvar a empresa fiquem fora do radar do arcabouço fiscal.

O governo admite o risco de queda na arrecadação de dividendos e a necessidade de socorros emergenciais. Mesmo assim, o PLDO 2027 foca em dar flexibilidade ao Executivo. A estratégia repete manobras de anos anteriores para garantir que o desempenho ruim das estatais não trave a execução de outras verbas federais.

Rombo crescente

Os dados revelam uma trajetória de piora nas contas das estatais logo que os resultados equilibrados do passado sumiram. Em 2024, o déficit foi de R$ 6,7 bilhões. No acumulado de 2026, as estatais já somam um buraco de R$ 5,9 bilhões, superando o resultado negativo de todo o ano anterior.

A LDO define as bases para o orçamento do ano seguinte e estipula o salário-mínimo, inflação e juros. Ao isolar o prejuízo das estatais, o governo tenta proteger a meta fiscal de 2027. O desenho dá fôlego no curto prazo, mas mantém a fragilidade das contas públicas sob monitoramento dos investidores e do Legislativo.

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3 comentários
  1. David S
    David S

    O que esperar de um grupo, tão bandido, tão desrespeitador das leis, tão canalha…..

  2. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Tudo que os curruptos e ladroes do pt põe a mão vai a falencia

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