O governador do Maranhão, Carlos Brandão (Sem partido), apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) resposta ao pedido de seu afastamento do cargo, feito pelo PCdoB em ação que discute suposto nepotismo na administração estadual.
O partido, que rompeu com o governo, alega descumprimento de decisões do ministro Alexandre de Moraes e afirma que pessoas afastadas continuaram exercendo funções. A sigla pede a suspensão de Brandão por seis meses, além de medidas como busca e apreensão em órgãos públicos.
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Na defesa, o governador sustenta que a ação tem motivação política e foi apresentada depois do rompimento com a legenda. Segundo ele, o Judiciário não deve ser usado como instrumento de disputa partidária.
Brandão também afirmou que os afastamentos foram cumpridos e que não houve manutenção irregular de servidores, classificando eventuais contatos como “articulação política legítima”.
Embate entre Dino e governador do Maranhão

O caso ocorre em meio ao desgaste entre o governador e seu antecessor, Flávio Dino, hoje ministro do STF. A Procuradoria-Geral da República ainda deve se manifestar antes de decisão do relator.
Em seu segundo mandato como governador, Brandão avalia não disputar o Senado. Assim, ele se manteria no cargo até o fim do ano e evitaria a posse do vice-governador petista Felipe Camarão no comando do Estado.
Camarão se apresenta como pré-candidato ao governo maranhense e mantém aliança com Dino. Ele também enfrenta pedido de afastamento por suspeita de lavagem de dinheiro.
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O vice-governador aparece ainda em caso que envolve o jornalista Luís Pablo. Camarão pediu à Justiça para censurar reportagem do comunicador. Solicitação essa que o Judiciário estadual acatou.
Diferentemente do petista, Brandão rompeu a aliança política com Dino, de quem foi vice. O afastamento entre eles se deu quando Brandão começou a demitir e afastar de cargos estratégicos aliados diretos do ministro do STF.
Brandão, inclusive, se desfiliou do PSB. Pelo partido, Dino se elegeu senador em 2022.
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